PSD preocupado com falta de respostas para a área da saúde mental

Os deputados do PSD do distrito de Setúbal consideram que é necessária uma maior aposta na prevenção e tratamento das doenças mentais, especialmente em unidades que permitam dar um maior acompanhamento a pessoas que necessitam de internamento.

Na reunião com a administração do Hospital Garcia de Orta, realizada esta manhã, os social-democratas foram alertados para o aumento preocupante da incidência de doenças mentais entre as crianças e os jovens do distrito.

“Esta é uma área para a qual é necessário uma nova abordagem e novas respostas. Não podemos continuar a colocar as doenças mentais em segundo plano”, diz Maria Luís Albuquerque.

“Temos conhecimento de que muitas pessoas necessitam de ficar internadas por períodos longos nas unidades de psiquiatria, no entanto os hospitais da região não têm essa capacidade de resposta”, acrescenta.

Continuam também a ser recorrentes  dificuldades em encontrar uma solução para pacientes idosos e dependentes, bem como para os que necessitam de cuidados continuados ou paliativos, pois as respetivas redes não têm capacidade de resposta em tempo útil, sobrecarregando as unidades hospitalares e criando riscos desnecessários para os utentes.

“O distrito de Setúbal, para além de uma população cada vez mais envelhecida, tem também muitas famílias carenciadas. A resposta que deve ser dada tem de ter em conta as especificidades da população das diferentes regiões”, aponta Maria Luís Albuquerque.

Aos deputados do PSD, a Administração do Hospital Garcia de Orta manifestou a sua preocupação com a falta de médicos e enfermeiros no SNS, por incapacidade de competir com as unidades de saúde privadas, quer por questões financeiras, quer pela falta de instrumentos de gestão adequados às legítimas ambições dos profissionais de saúde.

“Hoje existe uma crescente dificuldade em contratar e reter profissionais no SNS. É preciso que o Governo tome medidas relativamente a esta situação, que poderão passar pelo aumento da remuneração aos profissionais nos hospitais públicos, mas que não devem deixar de dar uma maior autonomia aos conselhos de administração para a contratação de médicos, enfermeiros e outros profissionais, assim como para definirem e implementarem políticas de gestão de recursos humanos que tenham em conta a realidade específica de cada instituição”, defendem os social-democratas.

Partilhe esta notícia