Os deputados do PSD do distrito de Setúbal manifestaram hoje a sua preocupação com o futuro da Autoeuropa num documento enviado ao ministro da Economia, na sequência de notícias de que esta empresa está a equacionar reduzir a produção para um turno diário, o que poderá levar ao despedimento de muitos trabalhadores nas fábricas de componentes para automóveis que dependem em exclusivo da Autoeuropa.

 

Bruno Vitorino recorda que passados 25 anos e 3.5 mil milhões euros de investimento depois, a Autoeuropa constitui-se, sem dúvida, como o maior investimento estrangeiro que opera em Portugal, com cerca de 3500 colaboradores, com um contributo estimado de cerca de 1% para o crescimento do PIB e representando cerca de 4% das exportações do nosso país.

 

“A juntar a tudo isto, é preciso realçar que de um total de quase 700 unidades empresariais que fornecem a AutoEuropa, cerca de metade são portuguesas”, acrescenta.

 

O deputado do PSD lembra ainda que o anterior Governo e a Autoeuropa assinaram em Maio de 2014 um contrato de investimento de 678 milhões de euros, a realizar até 2019, sendo um dos objetivos a criação de 500 novos postos de trabalho.

 

“Este investimento, permitiria uma maior aposta no concelho de Palmela e nos concelhos limítrofes, originando a criação de centenas de postos de trabalho para a população, bem como a sustentabilidade e desenvolvimento de outras empresas ligadas ao setor”, sublinha.

 

Contudo, e de acordo com os meios de comunicação social, Autoeuropa está a equacionar reduzir a produção para um turno diário. Em causa está a quebra de encomendas dos atuais modelos e o tempo de espera pelo novo carro que já obrigou a fábrica portuguesa a recorrer aos ‘down days’ (ferramenta de flexibilização dos horários de trabalho, que permite ajustar o número de veículos produzidos às necessidades do mercado).

 

Ainda segundo as noticias vindas a público, esta medida a ser implementada poderá levar ao despedimento de muitos trabalhadores nas fábricas de componentes para automóveis que dependem em exclusivo da Autoeuropa, nomeadamente os trabalhadores temporários e contratados a termo.

 

Estas são notícias que deixam os social-democratas “bastante preocupados” não só com o futuro da Autoeuropa, mas também com o futuro de todas as empresas que delas dependem.

 

Neste sentido, os deputados do PSD querem saber se o Governo está a par desta situação e que medidas pensa tomar para evitar que esta situação venha a ocorrer, bem como qual o ponto de situação do contrato de investimento celebrado entre o Governo PSD/CDS e a Autoeuropa em Maio de 2014.

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