O presidente da distrital de Setúbal do PSD, Bruno Vitorino, receia que, a confirmar-se a noticia avançada hoje de que o grupo dinamarquês Maersk, maior armador mundial, irá abandonar as operações no porto de Lisboa, o processo do novo terminal de contentores previsto para o Barreiro possa estar comprometido.

De acordo com as informações avançadas por órgãos de comunicação social, o motivo para esta decisão resulta das perturbações causadas pela greve dos estivadores, em curso desde 14 de Novembro.

Recorde-se que o grupo onde a Maersk está integrada, a A. P. Moeller, é um dos potenciais investidores no projecto para o novo terminal de contentores que o anterior governo decidiu estudar, com vista a instalar no Barreiro.

Bruno Vitorino lamenta toda esta situação, pois considera que a saída daquele que é o maior armador mundial possa por em causa a intenção desta e de outras empresas investirem neste projecto. “O Barreiro surge como expansão do Porto de Lisboa, logo tudo isto é péssima publicidade, e que mina a credibilidade junto de potenciais investidores”.

“Não entendo como é que, com greves atrás de greves, se pode prejudicar a economia portuguesa a este ponto, nomeadamente numa das áreas que se tem revelado de maior importância para o país, como é o setor portuário”, defende.

O dirigente do PSD considera que o Governo tem que ser firme sobre esta questão, decidindo se “quer comprometer o futuro portuário do país, ou se pretende continuar a desenvolvê-lo”.

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