Recentemente tem-se  verficado um crescente aumento pela procura de um corpo perfeito e pelo ser “saudável”. Uma procura incessante, excessiva e muitas vezes desnecessária, que aumenta sobretudo com o aproximar do Verão.

Tornou-se banal o consumo desenfreado de suplementos (muitas vezes desnecessários e sem qualquer acompanhamento nutricional), tornou-se comum comer a mesma coisa o dia todo, todos os dias. Damos conta que cancelamos aquele almoço/jantar porque não foram refeições preparados por nós, restringimos totalmente todos os alimentos de que gostávamos e punimo-nos fortemente a nós próprios se o fizermos. Enfim o prazer dos alimentos passa a ser secundário.

Quando vamos parar? Valerá a pena um corpo temporário? De que adienta um corpo “escultural” se, em contrapartida, teremos um intestino inflamado, um fígado doente e rins sobrecarregados?! Existem situações que nao se repõem. Toda esta “obsessão” pode realmente tornar-nos doentes e pode frustrar todo o nosso objetivo de sermos “saudáveis”!

Como nutricionista, sempre informo e oriento sobre os benefícios de uma alimentação saudável. Contudo, sempre defendi que ser “saudável” passa por saber comer sim, mas também por não deixar que isso nos afecte ao ponto de privármos demasiado e, por conseguinte, provocamos um episódio de compulsão alimentar, onde acabamos por comer mais do que o necessário.

Acredito vivamente que a chave é a moderação. Uma alteração nas escolhas alimentares deve ser gradual e de uma forma que o motive, pois a mudança deve ser para sempre.

Procurem cuidararem-se e terem um corpo bonito sim, no entanto real, duradouro e saudável.

“Num mundo feito de aparências, feliz é aquele que vive de verdades”.

 

Inês Lourenço

Nutricionista

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