Preocupados com os problemas de saúde que surgem após a infeção por COVID-19, médicos alertam para a necessidade de avaliação médica precoce e acompanhamento das pessoas que estiveram infetadas e que já estão sem risco de contágio.

“Através de estudos que têm sido publicados e também atendendo à nossa experiência clínica, temos verificado que várias pessoas após COVID-19 relatam queixas com: cansaço fácil, disfunção cognitiva, perda de olfato, perda de paladar e falta de ar. Muitas destas pessoas enfrentam disfunção de múltiplos órgãos, como os pulmões, o coração, o cérebro, o fígado e os rins. Estas constatações colocam em evidência a necessidade de cuidados de saúde para doentes que recuperam da COVID-19. Cuidados estes que não podem ser ignorados, pelo contrário, têm de ser avaliadas precocemente” alerta Carlos Mateus Alves, especialista em Medicina Geral e Familiar na Clínica CUF Almada.

A altura ideal para avaliação de potenciais impactos e necessidades de tratamento ou reabilitação é entre as 6 a 8 semanas após a infeção aguda. Através da avaliação médica pode ser identificada a necessidade de realizar exames complementares de diagnóstico, cujos resultados podem justificar uma abordagem multidisciplinar, motivando, por exemplo, a referenciação para consulta de pneumologia, cardiologia, medicina física e reabilitação, otorrinolaringologia, psiquiatria ou neurologia.

Atendendo a esta necessidade de avaliação e acompanhamento, a CUF acaba de disponibilizar a Consulta Pós COVID-19, em várias unidades de norte a sul do país – entre as quais a Clínica CUF Almada. O objetivo desta consulta, que pode ser feita presencialmente ou por teleconsulta, é identificar, de forma precoce, se estão presentes sequelas que podem ser alvo de reabilitação para conseguir uma recuperação total, qualquer que tenha sido a intensidade da doença apresentada inicialmente.

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