Querem combater a Islamização? Façam Cultura!

Por duas vezes vi-me numa cidade deparada por ataques terroristas. Da perplexidade de não ter dado por nada, à multiplicação das mensagens de amigos e familiares que mesmo longe, a mais de 2000 km souberam primeiro o que se passou. O dom que é a vida! É claro que depois de tudo também surge a indiferença. A indiferença de na manhã seguinte os autocarros igualmente funcionarem, das mesmas rotinas, parece que nada daquilo aconteceu. Surgem várias questões, revolta pelas vidas tiradas e receio pelo que se segue. O ciclo antes e pós atentado já está de tal forma enraizado nas nossas vidas, que até se dá a banalização.

Pior que tudo, a impotência. A sensação de que já estamos condenados a suportar um infinito número de desastres, de ver os nossos costumes, estilos de vida e valores altamente ameaçados, sem nada poder fazer. A tal islamização evidente e inevitável. A incapacidade da Europa para responder à realidade dos acontecimentos e o trauma de repetir os graves erros do século passado. A ambiguidade de valores, a rejeição da nossa identidade, nomeadamente da matriz judaico-cristã oriunda do ódio marxista, a liberdade como valor supremo, o ateísmo como religião de decreto e o relativismo moral como moeda de circulação. Trocar a natalidade pelos cães e piriquitos, o nosso desejo de humanidade pela eutanásia e o aborto, a família pelo individualismo e a vida pela morte. Somos responsáveis da nossa própria condenação. Uma Europa oca de valores e fraca de vocação.

Em França já muitos prevêem que em menos de duas décadas esteja completamente islamizada, quando actualmente já correspondem a mais de 10 por cento do total da população. Na Alemanha todos os anos entra cerca de um milhão de muçulmanos e existe estimativas que prevêem que até 2020 entrem cerca de 4 milhões de muçulmanos e que nesse mesmo ano a maioria dos jovens até aos 35 anos seja islâmica. Pela Europa, vão surgindo relatos de bairros em que impera a lei muçulmana, a Sharia, e que nem mesmo as autoridades civis conseguem entrar, com receio das milícias de jovens muçulmanos e as pessoas locais são literalmente empurradas para fora das suas casas. Fazem extamente o mesmo que no Iraque, Síria e todos esses países. E por falar em Iraque, longe vão os tempos em que foram um país de maioria católica. Depois de tudo ao que o seu povo foi sujeito, hoje, os Cristãos para além de uma minoria perseguida, nem são contemplados na constituição. Na Turquia, Erdogan tem motivado ao ódio à Europa, incentivando há emigração, pede para que tenham muitos filhos, que tomem conta do espaço Europeu impondo a sua cultura, religião e forma de vida!

Perante a realidade dos factos, admito a dificuldade que representa dar uma resposta política a esta questão. Mas parece-me bem mais simples a resposta que pode dar o comum dos cidadãos. Está na hora de voltar a falar da nossa arma mais preciosa contra os relativistas e os extremistas, a cultura europeia. Dos grandes pensadores como S.Bernardo, S.Tomás, Aristóteles, Santo Agostinho e Descartes. Dos cientistas como Leonardo Da Vinci e Galileu. Dos pintores como Picasso, Monet e Caravaggio. Da Europa de Shakespeare, Camões e Cervantes. Do Mozart, Bach, Beethoven e Mahler. E poderia continuar a escrever no mínimo mais uma centena de textos apenas para enumerar pessoas extraordinárias. Porque este é o nosso património, percebendo o que está em causa, percebemos pelo que temos de lutar. Mais do que uma obrigação, é a nossa missão.
Não interpretem as minhas palavras como um incentivo ao ódio, pelo contrário. É um grito de liberdade que não pode ser compreendida sem uma profunda relação com Deus. Porque não é a eliminá-Lo das nossas sociedades que acabamos com o extremismo religioso, essa solução foi testada tragicamente, esse erro já foi cometido. É da relação com Deus e não da secularização que surge a expressão máxima de Liberdade, tão bem representada pela arte europeia. Só dessa relação surge a procura, honesta e verdadeira, pelo Belo.

Chegou a hora de educar os filhos para as Artes, Ciências e Humanidades. De encher as escolas, de ler todos os livros, de viajar, de ocupar e usar os teatros e salas de concerto. No processo, para além de combaterem os extremismos, dêem aos vossos filhos uma identidade. Poderão dizer-lhes que têm uma tradição e uma história e que sustentados por elas poderão construir um Futuro e tornarem-se parte basilar da História Europeia. Serão os embaixadores de um civilização milenar, os garantes máximos de um património inigualável. Num futuro virado para o humanismo e o personalismo! Eduquemos para a Felicidade! E o orgulho europeu?! Isso ninguém nos tira!

José Maria Matias

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