O secretário de Estado Adjunto e do Orçamento afirmou no passado dia 5, que Portugal reconquistou a liberdade da política orçamental, após três anos de vigência da troika.

Hélder Reis sublinhou nas IV Jornadas da Consolidação, Crescimento e Coesão, em Setúbal, que “hoje o país é diferente, pois estamos perante uma recuperação dos rendimentos e do poder de compra”.

“Ninguém acreditava que seria possível fazer tudo isto neste período de tempo”, sublinhou, acrescentando que o primeiro objectivo era estancar o crescimento da despesa, para depois reduzi-la.

Para o secretário-geral do PSD, Matos Rosa, Portugal é, actualmente, “um país livre da intervenção da troika, que não nos deixava tomar as nossas próprias opções”.

“Ninguém acreditava em nós. Hoje somos um país credível. Mudámos muita coisa”, refere. O dirigente social-democrata criticou ainda o PS de “só querer eleições” e de “não ter ajudado Portugal na pior crise da história”.

O presidente da Distrital de Setúbal do PSD, Bruno Vitorino, realçou que este é um orçamento com sensibilidade social, apontando como principais medidas a actualização do salário mínimo nacional, a actualização das pensões mínimas sociais e rurais que o PS tinha congelado, bem como a tarifa social de electricidade e um IRS mais amigo das famílias numerosas.

O social-democrata deixou ainda críticas às autarquias do distrito de Setúbal por tecerem críticas à politica fiscal do Governo, “quando são elas próprias que colocam o IRS na taxa máxima e que penalizam os munícipes com aumentos brutais do IMI. No distrito de Setúbal, em 2015, 10 das 13 Câmaras Municipais vão cobrar a taxa máxima de IRS”, explicando que esta é uma participação variável no IRS que constitui receita do Município e cuja percentagem é fixada pelas Câmaras.

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