Da última vez que fiz um comentário sobre vítimas de incêndio, fi-lo sobre a tragédia na Grenfell Tower em Londres, que tirou a vida a 79 pessoas e destruiu 150 apartamentos em poucas horas. Não foi pelo facto de ter parentes (à salvo) a trabalhar nos arredores da capital britânica ou que esteja a pensar no fantástico Hyde Park, que decidi fazer os comentários que fiz na página do Facebook do “The Guardian”. Na altura comentei a minha admiração pela rapidez e precisão dos números com que as autoridades inglesas concluíram as investigações ao trágico dia. Por cá, a tragédia de Pedrógão Grande trouxe, para além das vítimas mortais um rasto de destruição com analogia apenas nos filmes de Hollywood, um mar de dúvidas e incertezas sobre a protecção civil que quase custou o emprego à Constança de Sousa – a Ministra do MAI bem pode agradecer a serenidade e sentido de Estado de António Costa, que resolveu manter e bem a Ministra no cargo. O despedimento de Constança Urbano de Sousa não iria trazer à vida as 64/65 vítimas mortais muito menos iria minimizar a dor daqueles que perderam os seus ente queridos. Já agora, afinal morreram 64 ou 65 pessoas? Uma morte é um facto público. Por respeito às vítimas, às suas memórias, aos seus familiares, por respeito ao País e aos bombeiros que foram incansáveis no combate às chamas, acredito que não seja pedir muito que esta contabilidade seja fechada com transparência e celeridade. Mas nem só de dor e tristeza nos lembramos quando se fala de Pedrógão. A tragédia uniu o País de norte à sul numa só voz – das Igrejas aos jogadores de futebol, todos quiserem ajudar com o que podiam para tentar suavizar a dor daqueles que perderam familiares e bens (muitos os de uma vida de trabalho). O Meo Arena foi o expoente máximo da onda de solidariedade que varreu o País durante alguns dias – “nuestros hermanos” disseram “si” na hora de nos prestar auxílio. Por alguns dias, estivemos mesmo juntos por todos. Espero que Pedrógão sirva de lição às autoridades, criando condições para maior prevenção e combate junto daqueles que vivem em zonas de risco e que se tirem ilações para o futuro, para que se evitem tragédias semelhantes.

À menos de uma Semana para o arranque oficial da época 2017/18 – a primeira com vídeo-árbitro, o foco vai para a pré-época dos (três) “crónicos” candidatos ao Título. Quem está melhor nessa fase? Quem vai ser o próximo campeão? Quem se reforçou melhor? Perguntas típicas do defeso. Com o fim dos jogos à “feijões”, aproxima-se a competição trazendo os jogos a sério. Por mais golos que se tenha marcado durante a pré-época, não é sinónimo de que o Título esteja no “bolso”. A pré-época serve para se fazerem experiências, analisar jogadores e testar outros sistemas que podem dar jeito quando a competição estiver a decorrer… Falando em Título no “bolso”, quem tem- se fartado de amealhar Títulos no Verão tem sido o Sporting CP – o último foi a Taça “cinco violinos”, perspectivando uma boa época deixando a sensação que este ano é que “mata” o “borrego” com 15 anos.

O FC Porto para além do “título de campeão” das “queixinhas” de Verão, apresentou-se aos adeptos no Dragão com toda pompa e arrufos, deixando a sensação de que este ano é que volta a levantar o “caneco” – Sérgio Conceição já fala em equipa “afinada”. Com Sérgio, sintoque o “dragão” despertou! Terá o “dragão” “fogo” suficiente até Maio? Haver vamos. O Benfica voltou a falhar a conquista da Emirates Cup e a Taça Sumol. Rui Vitória sossegou os adeptos garantindo que os jogadores vão responder à altura do “manto sagrado” e dos objectivos do Clube, que passam pela revalidação do Título. Por falar em jogos a sério, espero que o jogo da Supertaça seja bem disputado e que não haja casos que interfiram com o resultado. Que sejam os jogadores os únicos protagonistas do jogo e que no fim vença o melhor. Que comece a festa do futebol!

Nota: Aquando dos últimos incidentes que ocorreram no Bairro Cova da Moura, que terminaram com sensações aplicadas pelo Ministério Público aos agentes que foram acusados de xenofobia e racismo, fui instigado por alguns internautas sobre o que achava do caso. Os jovens queriam a minha opinião sobre o que achava daquele tema. Como não penso sequer neste “tema” – fui apanhado de surpresa, não sei se fiz bem ou não, sugeri aos jovens a leitura da Bíblia Sagrada e se dedicassem a pesquisa de tudo aquilo que possa fazer a Humanidade avançar na caminhada que nos libertará da “escravatura” dos preconceitos, dogmas e tradições. Ah, já me ia esquecendo, sugeri também que pesquisassem por Eduardo Calisto Correia Evangelista – Candidato às próximas eleições da Câmara Municipal do Barreiro.

Até pra Semana!

Assina: Manuel Mendes Gestor Imobiliário PS

(Post Scriptum): Manuel Mendes opta por escrever na antiga ortografia da língua portuguesa.

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