A 13 e 14 de janeiro, realiza-se, em Santiago do Cacém, o I Laboratório de Arquitetura e Património, uma iniciativa do Centro UNESCO, em parceria com o Atelier Bugio, o Município de Santiago do Cacém e o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, a que se associam a Direção Regional de Cultura do Alentejo, a União de Freguesias de Santiago do Cacém, Santa Cruz e São Bartolomeu da Serra, e a Liga dos Amigos do Sítio Arqueológico de Miróbriga.

Esta ação assume um caráter eminentemente prático, transversal e aberto à interação entre o meio académico e a população local, que corresponde à metodologia que o Centro UNESCO visa difundir. Trata-se da abordagem de um aglomerado urbano, através de oito monumentos-chave, desde a época romana à criação contemporânea, de modo a permitir uma leitura, também ela dinâmica, do território e das suas “linhas de força”.

 

Sob o mote “Passado Atual e Presente Futuro”, visitas, conferências, projeções de filmes e debates ocupam os dois dias de trabalho no terreno, distribuídos entre uma study trip e um “conclave” que terminam com um “plenário”, onde os convidados apresentarão as suas impressões sobre o que viram e ouviram. A ideia é de trazer novos olhares que ajudem a entender o génio da arquitetura local, os seus materiais e as suas técnicas, mas também o futuro dos monumentos e das respetivas envolventes e, olhando mais além, o próprio rumo do urbanismo num espaço complexo, onde se cruzam correntes diversas.

 

Laboratório de Arquitectura e Património promove experiência-piloto em Santiago do Cacém
O património sacro português tem vindo a ganhar protagonismo internacional nos últimos tempos. Em 2016, obteve-se mesmo um reconhecimento da UNESCO pelo esforço feito na sua salvaguarda, por vezes em circunstâncias difíceis: a criação do Centro UNESCO para a Arquitectura e a Arte Religiosas, com sede na cidade alentejana de Santiago do Cacém, um ponto-chave no Caminho de Santiago. A nova instituição visa disseminar as boas práticas na conservação da herança cultural e ocupa-se, especialmente, do património associado às três “Religiões do Livro”: o Judaísmo, o Cristianismo e o Islão.

Embora este organismo da UNESCO desenvolva as actividades de forma descentralizada, projectando-as no terreno onde forem mais necessárias, decidiu-se consagrar a Santiago do Cacém a sua primeira iniciativa pública, envolvendo uma comunidade que tem vindo a organizar-se, a partir das fileiras da cidadania, para defender e promover os valores culturais e ambientais. Uma comunidade, sublinhe-se, em rápida transformação, onde o património e a modernidade procuram lançar pontes ao redor de uma identidade também ela em mutação.

Santiago do Cacém possui um conjunto edificado cuja importância excede a escala local e assume dimensão nacional. Debate-se, no entanto, com problemas resultantes não só da necessidade de o qualificar e abrir a novos residentes e a um turismo cada vez mais omnipresente, mas também de o harmonizar com os desafios do futuro. A escassos quilómetros de Sines, cuja intensa dinâmica partilha, esta é uma área que se desenvolve a ritmo acelerado, o que lhe oferece um grande potencial, mas coloca igualmente grandes desafios do ponto de vista da gestão do território e do urbanismo.

A 13 e 14 de Janeiro, realiza-se aqui o I Laboratório de Arquitectura e Património, uma iniciativa do Centro UNESCO, em parceria com o Atelier Bugio, o Município de Santiago do Cacém e o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, a que se associam a Direcção Regional de Cultura do Alentejo, a União de Freguesias de Santiago do Cacém, Santa Cruz e São Bartolomeu da Serra e a Liga dos Amigos do Sítio Arqueológico de Miróbriga.

Esta acção assume carácter eminentemente prático, transversal e aberto à interacção entre o meio académico e a população local, algo ainda pouco usual entre nós, mas que corresponde à metodologia que o Centro UNESCO visa difundir. Trata-se da abordagem de um aglomerado urbano, através de oito monumentos-chave, desde a época romana à criação contemporânea, de modo a permitir uma leitura, também ela dinâmica, do território e das suas “linhas de força”.

Conta-se para isto com a presença de um conjunto de especialistas – arquitectos, arqueólogos, historiadores, artistas plásticos, urbanistas –, a que se juntam professores e alunos da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa e do Departamento de Arquitectura da Universidade de Évora. Uns e outros, de lápis e máquina fotográfica em punho, vão debruçar-se sobre os segredos de Santiago do Cacém, escrutinando-lhes o destino.

Sob o mote “Passado Actual e Presente Futuro”, visitas, conferências, projecções de filmes e debates ocupam os dois dias de trabalho no terreno, distribuídos entre uma study trip e um “conclave” que terminam com um “plenário”, onde os convidados apresentarão as suas impressões sobre o que viram e ouviram. A ideia é de trazer novos olhares que ajudem a entender o génio da arquitectura local, os seus materiais e as suas técnicas, mas também o futuro dos monumentos e das respectivas envolventes e, olhando mais além, o próprio rumo do urbanismo num espaço complexo, onde se cruzam correntes diversas.

Conta-se, para isto, com figuras de proa da arquitectura portuguesa actual, entre elas Pedro Pacheco, Pedro Matos Gameiro, João Favila Menezes e Francisco Aires Mateus.

Nesta inovadora proposta de entender as relações entre arquitectura, património e urbanismo há, de facto, muito para observar de perto: o castelo e a igreja matriz de Santiago Maior; os edifícios da tapada do palácio Avilez; a fonte, a azenha e o aqueduto da Quinta do Rio da Figueira; o fórum, as termas e o centro interpretativo de Miróbriga – com projecto de Paula Santos; o Hotel Caminhos de Santiago (que incorpora a antiga Pousada de São Tiago), da autoria do atelier Aires Mateus; a ermida de São Pedro; e o palácio da Carreira.

Os guias vão ser investigadores locais, associados ao Centro UNESCO, que  conhecem como ninguém o terreno que pisam: José António Falcão, Francisco Lobo de Vasconcellos, José Matias, Manuela de Deus, Raquel Ventura, Ricardo Pereira e Lúcia Falcão Barbosa.

A participação no Laboratório é livre, mediante inscrição a remeter para dpdb@sapo.pt. Informações em 962 414 521 e 284 320 918.

 

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