"Tivemos que parar a produção do Sharan na linha da montagem final, em que estão envolvidos 115 trabalhadores, por atrasos na entrega de material de cablagem causados por más condições climatéricas", disse à Lusa fonte oficial da administração da Autoeuropa.
O fornecedor era a empresa Alcoa e o material em atraso tem sido enviado a partir de fábricas na Roménia.
A empresa considera que este é um atraso isolado e não espera incidentes semelhantes no futuro, disse a mesma fonte.
Os 115 trabalhadores na montagem final só vão estar parados durante o turno da tarde de hoje, estando o resto da fábrica a funcionar normalmente.
"Parar uma tarde na montagem final afecta poucas dezenas de carros, não atrasa entregas e é recuperável ao longo da semana", disse a mesma porta-voz.
Todos estes trabalhadores vão ser pagos, apesar do dia de paragem, ao abrigo de mecanismos de flexibilidade previstos no acordo de empresa: ou vão ter um "dia de não produção", ou um "dia de compensação" ou um "dia de férias".
O porta-voz da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, António Chora, acrescentou à Lusa que "ninguém vai ficar sem receber".
"Ou estão em casa, ou vêm trabalhar ou meteram férias, mas ninguém vai ficar sem receber. Mais de 90 por cento dos 115 trabalhadores [envolvidos] aderiram a ficar em casa", explicou.
António Chora explicou que o fornecedor Alcoa estava anteriormente instalada no Seixal e "depois deslocalizou-se para a República Checa, e após problemas laborais, para a Roménia".
"A empresa alega que no Seixal produzia cablagem para os cerca de 420 carros por dia que a Autoreuropa produz hoje e na Roménia produz para várias centenas de milhares de carros das empresas do centro da Europa, ou seja que no Seixal não lhes compensava estar", frisou.
O mesmo responsável disse que as encomendas de material costumam chegar com 48 horas de antecedência, o que dá tempo suficiente para planear os trabalhos.
Foto: Autoeuropa (arquivo)
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