O autarca teme que a imposição de contratos individuais de trabalho com menos condições que os contratos individuais de trabalho por tempo indeterminado em funções públicas provoque a saída de profissionais de saúde para outras regiões do país.
“Os contratos submetidos aos cerca de cem enfermeiros, após a transformação do Hospital do Litoral Alentejano numa EPE retiram direitos remuneratórios aos enfermeiros e cerca de 80 terão já sido “coagidos” a assinar o documento, porque lhes terá sido dito, que ou assinavam, ou era aberto um concurso para o seu lugar”, afirmou Vítor Proença que reforça que “a nossa região pode perder pessoas qualificadas, e aquilo que eu pretendo enquanto autarca deste município é ter um Hospital com um corpo clínico e de enfermagem estável e qualificado”.
O Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém adiantou ainda que o Município não se “envolve em questões sindicais” e apesar de manifestar total solidariedade com a classe, considera que tem o dever de chamar à atenção da Administração do Hospital para a eventualidade de alguns enfermeiros abandonarem a região, já que cerca de 20 profissionais de saúde não assinaram o documento que lhes foi proposto.
“Pode haver enfermeiros que daqui saíam para procurarem colocação em hospitais que lhes ofereçam melhores condições”, adiantou o Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém que pretende “ter aqui os melhores dos melhores e não é assim que conseguimos fixar estas pessoas”, já que segundo o autarca “ necessitamos que o Hospital do Litoral Alentejano seja uma referência por boas práticas e não por condutas que podem colocar em risco a continuidade de bons profissionais”.
Foto: Distritonline (arquivo)
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