A Câmara Municipal do Seixal aprovou ontem, em reunião de câmara descentralizada em Paio Pires, uma tomada de posição pela concretização do Projeto do Arco Ribeirinho Sul. Com a designação internacional “Lisbon South Bay”, o projeto visa a promoção do território e captação de investimento para as áreas industriais da Siderurgia Nacional (Seixal), Quimiparque (Barreiro) e Margueira (Almada), as duas primeiras eminentemente industriais com capacidade para acolher indústria pesada, ligeira, logística, serviços, atividades portuárias e turismo, e cuja gestão está a cargo da Baía do Tejo, empresa do setor empresarial do Estado.
No caso concreto do Seixal, o território da ex-Siderurgia Nacional ocupa uma área de 536 hectares, longitudinalmente ao longo do esteiro do rio Coina. Na zona norte, existem 118 hectares totalmente desocupados, na zona central, 218 hectares onde se localizam duas unidades siderúrgicas (SN Seixal e Lusosider) e diversas outras indústrias e na zona sul cerca de 200 hectares para loteamentos industriais e de serviços, infraestruturados e em vias de desenvolvimento. É ainda uma zona com mobilidade favorecida, no quadro das acessibilidades de que o Município dispõe.

Joaquim Santos, Presidente da Câmara Municipal, refere que “a opção da autarquia passa por qualificar os espaços industriais existentes, criando condições para o reforço do desenvolvimento do polo siderúrgico existente, onde a par das principais unidades industriais do sector siderúrgico, se venham a instalar novas unidades, bem como a criação de uma plataforma logística de nível regional, promovendo novas áreas de dinamização económica e produtiva, em articulação com os Parques de Atividades Económicas existentes no Concelho”.

A concretização do projeto do Arco Ribeirinho Sul terá um impacto determinante. Para além do contributo para a coesão territorial e reforço da “grande metrópole de duas margens” centrada no Tejo e a afirmação dos territórios de Seixal, Barreiro e Almada, enquanto centralidades no espaço urbano, permitirá a criação de emprego qualificado, a reindustrialização, a requalificação e diversificação de usos.

Contudo, o projeto tarda em avançar e concretizar-se. Não basta o esforço da Baía do Tejo e das Autarquias. Mais do que qualquer campanha, será a realidade concreta que alavancará a economia regional e metropolitana, e a atratividade e o potencial dos terrenos só serão plenos com a concretização de infraestruturas e serviços há muito idealizados.

Assim, devem ser consideradas as prioridades de investimento em projetos e infraestruturas estruturantes e determinantes para a promoção de um desenvolvimento económico e social equilibrado e equitativo na Região de Setúbal, designadamente a construção do novo aeroporto de Lisboa, em Alcochete; a construção da Terceira Travessia do Tejo, rodoferroviária, Chelas-Barreiro; a instalação do Novo Terminal de Contentores do Porto de Lisboa, no Barreiro; a criação da ligação ferroviária de Sines-Badajoz; a criação da ligação ferroviária de Alta Velocidade (TGV), entre Lisboa e Madrid; a construção das Estradas Regionais 10 (ER 10), entre Corroios e a Moita, atualmente com um viaduto inacabado, bem como a ponte Seixal-Barreiro e 11-2 (ER 11-2), entre o Barreiro e o Montijo e a execução da 2.ª fase do Metro Sul do Tejo, até à estação da Fertagus do Fogueteiro e programação da 3.ª fase, até ao Seixal, com ligação ao Barreiro e futuramente a Alcochete.

O Seixal conta com uma população ativa estimada em 81.000 pessoas, com nível de qualificação acima da média nacional, mas com uma taxa de desemprego elevada, na ordem dos 14%. O Projeto Arco Ribeirinho Sul constitui-se assim como um instrumento fundamental no quadro da criação de emprego na Área Metropolitana de Lisboa, Península de Setúbal e no Concelho do Seixal em particular.

 

Consulte aqui na íntegra o documento : tomada-de-posicao_pela-concretizacao-do-arco-ribeirinho-sul

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