A Câmara Municipal do Seixal aprovou uma tomada de posição pela reposição das freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires, na última reunião de câmara.

A autarquia que a agregação/extinção de centenas de freguesias inseriu-se num objetivo mais amplo de liquidação do Poder Local Democrático, consagrado na Constituição da República Portuguesa. Joaquim Santos, presidente da Câmara Municipal do Seixal referiu que “o governo anterior agregou/extinguiu centenas de freguesias em todo o País, ignorando completa e deliberadamente as realidades locais, a vontade das populações e a autonomia do Poder Local”.

O Presidente da Câmara Municipal do Seixal Joaquim Santos referiu que “a extinção das freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires e a agregação das suas áreas territoriais numa nova entidade contrariou todos os argumentos e fundamentos que estiveram na base da decisão de junção, por não ter tido qualquer espécie de reflexo na poupança de recursos, resultando apenas em prejuízos para a coesão territorial, a perda de identidade local, o agravamento das desigualdades entre os cidadãos no acesso aos equipamentos e aos seus eleitos, o empobrecimento democrático, e a limitação e diminuição da capacidade de intervenção face a uma gigantesca tarefa de gestão que os eleitos e os trabalhadores deste órgão autárquico têm suportado para continuar a garantir o serviço público de qualidade a que a população destas três freguesias tem direito e estava habituada”.

Entende assim a autarquia que passados três anos sobre esta reorganização e constatado o facto de em nada se ter beneficiado o Estado, e muito menos as populações e a qualidade do serviço público prestado, é tempo de encarar o erro e proceder à sua correção.

Fonte: CMS

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