A Guarda Nacional Republicana (GNR) está a investigar “as circunstâncias em que ocorreu a explosão, a identificar as pessoas responsáveis” e a fazer peritagens na pedreira da empresa Sobrissul, no Parque Natural da Arrábida, em Sesimbra. As autoridades vão participar a ocorrência ao Ministério Público.

“A explosão teve origem na queima de cordão detonante e a informação que temos do responsável da empresa do material explosivo é que se tratava de material fora de prazo e que foram cumpridas as normas”, afirmou aos jornalistas o presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora.

O edil explicou que o previsto era que os cerca de nove mil metros de cordão detonante ardessem durante um longo período de tempo.

“O previsto era que ardesse sem explodir. Alguma coisa correu mal e a única razão invocada é que, devido às temperaturas elevadas que se registaram, possa ter acelerado algum processo que fugiu ao controlo”, defendeu, referindo que um agente da PSP estava no local a acompanhar a operação.

De acordo com o autarca, a operação foi efetuada no fundo da pedreira e não se registaram vítimas.

“Quando houve a explosão, que foi no fundo da pedreira, as pessoas montaram o processo vieram para a zona da entrada, pois era previsto que demorasse algum tempo”, defendeu.

O autarca anunciou que não tinha nenhuma informação sobre a operação e que vai analisar o caso.

“A autarquia não tinha informação e não sei se tinha que ter, por isso vou apurar com o nosso gabinete jurídico. Nenhuma entidade local ou regional, para além da PSP, sabia desta operação”, referiu.

A forte explosão provocou quarta-feira à noite alarme público nas populações da península de Setúbal e na zona da Grande Lisboa, incluindo Cascais.

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