A curta-metragem Luminita, do realizador André Marques, venceu o grande prémio do Festival Internacional de Curtas-Metragens, ao qual concorreram 92 filmes de diversos países, que terminou este sábado em Drama, na Grécia. Com este filme, a sua quarta curta-metragem, o setubalense conquistou um prémio monetário de quatro mil euros.

O filme, rodado na Roménia, aborda a história de dois irmãos que não comunicam há anos e se encontram no funeral da mãe, o que os leva a reaprender a lidar um com o outro e com o sentimento de perda. Luminita será exibida, entre outubro e novembro, nas cidades do Porto, Coimbra, Braga, Évora e Figueira da Foz, depois de ter estreado no verão em Setúbal e Lisboa.

“É um excelente filme sobre uma realidade que não podemos evitar. Numa história com uma atmosfera realista, somos levados para a zona difícil e íntima de nos despedirmos, a zona que desperta os nossos sentimentos mais profundos. O filme apresenta uma excelente execução técnica a todos os níveis, incluindo realização, representação, fotografia e música, e um argumento com um simbolismo poderoso”, sustentou o júri oficial na cerimónia de entrega de prémios.

A curta-metragem do setubalense André Marques é candidata ao prémio Sophia de melhor curta-metragem de ficção, da Academia Portuguesa de Cinema, cuja cerimónia realiza-se no próximo dia 8 no Centro Cultural de Belém e soma cinco prémios: o “Prémio do Público” no Curtas Vila do Conde, os prémios “Especial do Júri” e “Melhor Guião” no Festival Internacional de Cinema de Gijón, em Espanha, a “Menção Honrosa do Júri” no Festival de Cinema Luso-Brasileiro, em Santa Maria da Feira, e o “Prémio de Melhor Caracterização” do Fic Bueu, em Espanha.

André Marques, nascido em Setúbal em 1984, é autor das curtas-metragens de ficção João e o Cão, O Lago, Schogetten O avô e prepara atualmente a sua primeira longa-metragem de ficção, intitulada O Bêbado.

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