Depois da autarquia do Barreiro ter reagido à  notícia da aprovação em Conselho de Ministros, no passado dia 18 de setembro, da venda da EGF – Empresa Geral de Fomento, detentora de 51% da AMARSUL, ao consórcio SUMA, liderado pelo grupo Mota-Engil, o município do Seixal, garante, em comunicado, que “repudia veementemente a decisão do Governo”.

Para a CM do Seixal, com esta decisão “o Governo trai a confiança dos municípios” que só aceitaram integrar a AMARSUL no pressuposto de que “no mínimo, 51% do seu capital social apenas poderia ser detido por entidades públicas”.

As ações judiciais colocadas pelos municípios continuam por decidir, contudo no caso do Seixal, a autarquia acredita que “mais cedo do que tarde” ações judiciais confirmarão que a razão está do lado da Câmara Municipal na defesa dos direitos “das populações e do serviço público”.

A CM do Seixal não tem dúvidas de que “em vez de baixarem, as tarifas irão aumentar e muito” com a privatização da EGF e “a Taxa de Gestão de Resíduos – que as câmaras municipais pagam para a deposição do lixo comum em aterros sanitários – deverá quase quintuplicar nos próximos seis anos”.

“Perante este quadro, a Câmara Municipal do Seixal reitera a sua determinação de tudo fazer, no plano judicial e político, para impedir a concretização da privatização anunciada, na defesa dos nossos munícipes e do serviço público de gestão de resíduos”, finaliza a autarquia.

Partilhe esta notícia