O V Fórum de Desenvolvimento Local, organizado pela Rede para a Empregabilidade do Barreiro-Moita (REBM), com o apoio da Câmara Municipal do Barreiro e da Câmara Municipal da Moita, teve lugar nos dias 23 e 24 de novembro, no Auditório Municipal Augusto Cabrita (AMAC). Subordinado ao tema Uma Cidade Feliz – Criatividade, Inovação, Desenvolvimento e Competitividade, o V Fórum de Desenvolvimento Local contou, no primeiro dia, com a iniciativa Ignite Youth, a primeira realizada em Portugal. A 24 de novembro, realizou-se o Seminário e a Mostra de Ideias e Projetos. O Fórum de Desenvolvimento Local, um ponto de encontro e debate entre cidadãos e atores locais, públicos e privados, teve como objetivo incentivar o desenvolvimento socioeconómico dos territórios do Barreiro e Moita, apostando nas competências e potencialidades endógenas, numa perspetiva de alinhamento estratégico para o desenvolvimento de comunidades sustentáveis.

 

IGNITE Youth, dirigido a jovens dos 15 aos 30 anos, contou com a apresentação de cerca de 15 ideias e projetos, em diversas áreas, tais como design, restauração, novas tecnologias, desenvolvimento local ligados aos rios e à navegação, entre outras. Perante uma plateia cheia, composta de muitos estudantes, professores, autarcas e população em geral, os jovens, na maioria de escolas do Barreiro e Moita, “subiram à palete” para apresentaram as suas ideias para uma Cidade Feliz. De salientar que a abertura da iniciativa contou com um lançamento de um foguete com ar comprimido pelos alunos do curso de Robótica da Escola Secundária Augusto Cabrita.

 

No dia 24 de novembro, a abertura do Seminário contou com a participação do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho, e do Presidente da Câmara Municipal da Moita e da AMRS, Rui Garcia.

Ultrapassar o estigma de antigo território industrial, mostrar que os Concelhos do Barreiro e Moita são capazes de acolher investimento, que têm potencialidades geográficas, de serviços públicos que dão resposta a possibilidades de desenvolvimento foram alguns dos objetivos apontados por Rui Garcia na abertura do Seminário. “Temos de ser capazes de voltar a atrair investimento”, salientou o Autarca da Moita, realçando o importante papel das parcerias na promoção deste objetivo.

 

Carlos Humberto de Carvalho realçou a importância do desenvolvimento económico sustentado, da criação de riqueza e da distribuição da riqueza de forma mais equitativa. “O País precisa que se aposte mais no investimento”, disse, salientando a necessidade de criação de uma “cidade-região” da Área Metropolitana de Lisboa. “Esse é o maior contributo para o desenvolvimento do País”. Referiu ainda que o “caminho do desenvolvimento só se faz em conjunto, em rede”.

 

No Painel 1, moderado pelo Diretor do Jornal Rostos, Sousa Pereira, António Pereira, do CRIVA, falou sobre o historial, os resultados e o impacto do trabalho realizado no âmbito da REBM, explicando, entre outros aspetos, os eixos de atuação e o modelo de funcionamento. Ana Rita Ferreira, da AERLIS, apresentou a Rede de Apoio ao Desenvolvimento Local Barreiro Moita, constituída por 18 parceiros e que pretende ser uma plataforma de cooperação para o desenvolvimento socioeconómico dos dois concelhos, e anunciou o lançamento do site, já online, www.radlbm.eu.

Neste painel participaram ainda um empresário e um estagiário que apresentaram a sua experiência no âmbito do trabalho com a REBM, em termos de formação e recrutamento.

O Painel 2, moderado por Heitor Gomes, do CEDRU, teve como primeiro orador João Teixeira, da CCDR LVT. “Estamos numa região onde há um vasto núcleo de oportunidades”, começou por afirmar, considerando que “quem ganha no futuro é quem domina as novas tecnologias, quem as conhece e sabe utilizar”. “Hoje estamos numa rede global onde é necessário mobilizar a participação da pessoa, da família, da empresa, da cidade”, referiu, informando ainda sobre os apoios do PORL 2020 e afirmando que a “a Península de Setúbal tem condições para antecipar a integração tecnológica”.

Pedro Cilínio, do IAPMEI, falou, entre outros aspetos, sobre as oportunidades de financiamento e apoios, que podem ser consultados em www.iapmei.pt.

Vítor Ventura Ramos, da AERLIS, abordou aspetos como a formação, internacionalização, desenvolvimento regional sustentado, importância do associativismo empresarial no desenvolvimento local.

Nicolas Mehrle, da AISET, valorizou, na caraterização da Península de Setúbal, as vantagens em termos de infraestruturas, diversidade da indústria transformadora, institutos e organizações de formação profissional e científica. Concluiu, afirmando que “temos de ‘remar’ juntos para melhorarmos as condições na Península, para os jovens e para as empresas”.

Por último, Rogério Pinheiro, da ACISBM, salientou que a grande maioria das empresas portugueses são pequenas e médias empresas, que, porém, necessitam “de um olhar diferente dos poderes”. Referiu algumas das dificuldades enfrentadas pelas micro, pequenas e médias empresas em Portugal e, no caso concreto, no Barreiro e Moita.

No período da tarde, com o mote, “Criatividade, Inovação, Desenvolvimento e Competitividade” foram apresentados ideias e projetos em dois painéis, moderados por Raúl Tavares (jornal Sem Mais) e Ana Martins (AISET).

No encerramento do Seminário, Jorge Gaspar, do CEDRU, realçou a necessidade de mais “espírito empreendedor” e “de risco”, que deveria ser incentivado, desde logo, no ensino básico, secundário e superior. “É na escola que se pode mudar isto”, referiu. E apontou algumas áreas que, considera, com mais oportunidades para o empreendedorismo, tais como a alimentação, a vinha, o vestuário, os transportes e logística, entre outras.

Ao longo do dia, esteve patente, no AMAC, a Mostra de Ideias e Projetos que pretendeu divulgar empresas e a soluções inovadoras que promovam o aproveitamento económico dos investimentos estruturantes no território.

Partilhe esta notícia