Vamos ocultar a nossa história?

Quantos de nós reconhecemos, sem grande exercício de pensamento, quais as reais necessidades do Barreiro?

Ambicionamos uma cidade moderna, adaptada às necessidades do dia-a-dia, com transportes modernos, que apostem efetivamente na mobilidade das populações, que nos permitam, optar entre o transporte privado ou o transporte público, que aposte na sustentabilidade das suas vias de deslocação, que sejam criadas alternativas responsáveis de mobilidade, fixação de populações, criação de condições para fixação de empresas que permitam novos postos de trabalho, em suma, uma cidade atual, com visão de futuro e que seja nossa, do Barreiro.

A história do Barreiro a isso nos obriga, pois não é só ao reconhecer as necessidades atuais que faremos mais e melhor pelo Barreiro. Não esquecer a história do Barreiro, a nossa história, é pois fundamental. E não esquecer é preparar o futuro.Reconheço a importância de mudar, de alterar, de construir mas mais reconheço a real importância da modernização com conhecimento histórico. Criar por Criar, fazer por fazer, sem ouvir, sem querer perceber não deveria ser a realidade atual. Histórias recentes como a destruição do antigo posto médico da CUF e do Moinho Pequeno são dois exemplos do que considero ser uma tentativa de ocultar a história do Barreiro. Não é forma de criar sustentabilidade para a nossa cidade, pois mais importante que tudo isto é sim, construir e adaptar aos nossos dias a história e fazer com que esta faça parte do nosso futuro. Não sou contra a reconstrução de algo que está há décadas degradado e, assim reconheço, que não sou contra a reconstrução do Moinho Pequeno, mas porque não se decidiu manter a sua fachada principal? Não seria assim uma forma de ligar a história à modernidade que todos ambicionamos? Ou vamos assim, ocultar a nossa história?Esconder a história é sempre uma forma de condicionar o futuro.

Luís Murilhas

Presidente Comissão Política de Secção

Partido Social Democrata Barreiro

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