Verdadeiro “fair play”, não o da treta

Quando preparava-me para enviar a minha crónica semanal ao meu Director/Editor, eis que decido fazer uma pausa na escrita e decido ver um pouco de Televisão. O objectivo era captar as últimas notícias que vinham dos 4 cantos do mundo e trazer as mais interessantes para a minha folha do word.

Mas à hora que liguei a televisão – 22h30 era quase impossível não “tropeçar” num dos muitos programas de análise desportiva – futebol com maior destaque, claro está. Só naquele instante apercebi-me que o Sporting CP acabava de perder, em Alvalade, com o SC Braga e ficava mais distante do seu grande objectivo, conquistar o Título de Campeão Nacional que lhe escapa desde 2002.

Sejamos sinceros, não estará a imprensa a exagerar quando diz que o Sporting está novamente próximo de voltar a falhar no seu principal objectivo? E os “lenços” brancos em Alvalade, não serão um sinal de impaciência? Não estará a “nação” leonina a precipitar-se (novamente) e a deixar-se levar pela ansiedade da “fome” de Títulos? Jorgue Jesus está no segundo ano consecutivo em Alvalade e temos todos que concordar que o amadorense colocou o SCP a jogar melhor futebol. A equipa hoje é mais temida pelos adversários – Jesus conseguiu colocar o Clube novamente na Elite do futebol europeu – dois anos consecutivos na fase de grupos da Liga dos Campeões – a primeira vez havia sido à “meias” com Marco Silva. Mas é necessário incutir nos jogadores “cultura” de campeões. E isto não se consegue com dois anos de casa ou a “assobiar” para o lado. É necessáio dar tempo e condições ao treinador e deixá-lo trabalhar sem interferências – até porque a “procissão” ainda vai  no adro e a diferença pontual para o 1º lugar ainda é recuperável – ninguém é Campeão Nacional à 15ª Jornada. Acredito que Jesus seja o treinador ideal para devolver a glória aos leões. Até lá, a “nação” leonina terá que chamar a sí os “deuses” da paciência e optar pelo silêncio invês do ruído que tem caracterizado o “consulado” do seu Presidente, Bruno de Carvalho.

Falando em ruído, a semana desportiva que passou foi bastante ruidosa em torno da arbitragem de Jorge Sousa e da nota positiva que teve pelo desempenho durante o dérbi da Luz. Pelo que ouvi, os “leões” reclamam dois penaltis a seu favor por alegada bola na mão ou mão na bola, na área dos “encarnados” – lances que nem recorrendo ao inovador “slow motion” se chegou a “unanimitate”. Digo ouvi, porque quem me conhece sabe que prefiro analisar os “onzes” das equipas, sistemas tácticos utilizados pelos treinadores, o “timing” das substituições e se foram bem feitas, os “ferros” fantásticos dos avançados, os cortes sublimes dos centrais e os golos dentro da baliza. Pelo menos até hoje, não conheço outra forma de se ganhar jogos que não seja pelo maior número de golos marcados que o adversário, dentro das quatro linhas. Os média devem desempenhar um papel importante na tentativa de se estancar a onda (negativa) que paira hoje sobre o futebol nacional, que pretende colocar tudo e todos em causa quando se perde. Apelo aos comentadores, treinadores, jogadores e presidentes dos Clubes – principalmente os dos três “grandes” que moderem as suas críticas à arbitragem e ajudem a criar um ambiente mais apaziguador à volta do futebol. Que ajudem a fazer do “mundo” do futebol um lugar onde todos os intervenientes tenham orgulho de fazer parte dele. Com verdadeiro “fair play”, não o da treta.

Obs: Façamos todos “figas” para que o ordenado mínimo nacional suba para os 600€ já em 2017 e que o PM não dê ouvidos aos ditames da UE que pretende a continuidade das medidas de austeridade por mais 3 anos e ouça antes as vozes da CGTP e dos partidos que sustentam o Governo.

Se António Costa não ceder aos caprichos de Bruxelas, voto “geringonça” nas próximas Legislativas.

 

Até para Semana, malta!

Assina: Manuel Mendes

Gestor Imobiliário

PS (Post Scriptum): Manuel Mendes opta por escrever na antiga ortografia da língua portuguesa.

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