O Convento da Madre de Deus da Verderena, no espaço da Biblioteca José Esteves, acolhe até ao dia 20 de junho uma exposição sobre o brinquedo tradicional português pertença do colecionador particular Hélder Máximo Martins. O brinquedo mais antigo data de 1880 e o mais atual é de 1976.

Patentes estão cerca de duzentas peças.

Fruto de uma recolha de muitos anos, esta mostra agora patente ao público é, também um estudo significativo do ‘nosso brinquedo’, de cariz popular e que reconhecemos por ter sido o brinquedo dos nossos pais e avós.

Para este colecionador tudo começou durante uma visita a uma exposição a França em que se deixa contagiar pela presença do brinquedo português.

“Estudar a peça e a sua evolução é o que me apaixona”, confessa Max Martins, revelando dominar todas as temáticas relacionadas com este assunto. Soldados de papel, para cortar – aparecem em Portugal em 1880; Soldadinhos de chumbo – surgem nos anos 20, no Porto; Brinquedos de pasta de papel – aparecem na primeira década do nosso século; Brinquedo feito em madeira – tem uma expressão bastante grande entre nós e a sua produção chega aos nossos dias; Brinquedo de lata (ou folha) – surge tal como a maioria dos brinquedos portugueses no Norte, no final da primeira década do século passado; Brinquedo de polietileno (plástico rígido – baquelite e plástico) – começa a aparecer na década de 50, mas atinge o seu auge vinte anos depois. As primeiras unidades de produção situaram-se entre Leiria e a Marinha Grande.

De acordo com o colecionador, e para além de divulgar um vastíssimo património, esta exposição visa contagiar potenciais colecionadores e levar crianças e educadores a recuperar ou preservar o brinquedo tradicional português. Aceite o convite e viaje pela história do brinquedo português.

 

CMB

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