O 2.º Festival da Enguia da Lagoa de Santo André, organizado pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém, com o apoio da Junta de Freguesia de Santo André, entre os dias 22 e 31 de janeiro, voltou a superar as melhores expectativas e contou com a presença de milhares de pessoas, oriundas de vários pontos do país, que esgotaram os restaurantes aderentes e não quiseram perder a oportunidade de degustar uma iguaria que cada vez mais reúne consenso na sua qualidade.

Durante dez dias, os restaurantes Cascalheira, Chez Daniel, Martins, Faz-te Esperto, Ti Lena, A Charrua – Kasa das Espetadas, Quinta do Giz, Café Snack Bar A Palmeira, Tasquinha do Ilídio e Café Arco-Íris, todos situados na freguesia de Santo André, registaram uma afluência superior ao ano passado e disponibilizaram vários pratos confecionados com uma das mais tradicionais maravilhas gastronómicas locais, num acréscimo de três estabelecimentos em relação à 1.ª edição do Festival. À semelhança do ano anterior, os visitantes foram surpreendidos por apontamentos de animação cultural, que foram o complemento ideal para a degustação das iguarias.

Álvaro Beijinha faz um “balanço muito positivo” desta segunda edição. “Os restaurantes estiveram sempre bem compostos, em particular nos fins de semana. Neste último, o tempo ajudou e estiveram todos cheios”. O sucesso do Festival, explica o Presidente da CMSC, “é o resultado de um conjunto de esforços, não só da própria organização da Câmara, mas dos restaurantes em particular, que tiveram um papel determinante ao associarem-se a esta iniciativa. Será, certamente, para continuar nos próximos anos”. Mas a qualidade da enguia da Lagoa de Santo André e a sua confeção são, sem sombra de dúvidas, os motivos mais fortes que justificam as enchentes das duas primeiras edições. “Temos um produto de excelência, a enguia é de excelente qualidade, apanhada numa reserva ecológica e confecionada por gente muito sabedora”, sublinha Álvaro Beijinha. O eco das reportagens televisivas tem também contribuído para a massificação do Festival da Enguia da Lagoa de Santo André, motivando “uma notoriedade não apenas local, mas sim nacional, o que fez com que uma vez mais viessem pessoas de várias partes do país procurar a enguia da Lagoa de Santo André”. O Presidente da CMSC enquadra o evento “numa estratégia que a Câmara tem vindo a desenvolver, nos últimos tempos, em termos turísticos”, destacando a gastronomia, cada vez mais, como “um produto turístico”.

Enguias fritas e grelhadas, ensopado de enguias, cadeirada de enguias, ou cataplana de enguias, foram alguns dos pratos que os dez restaurantes aderentes disponibilizaram nos dez dias do Festival. A iniciativa não tinha qualquer caráter competitivo, nem pressupunha qualquer classificação entre os participantes, que estiveram única e exclusivamente focados em dar a conhecer aquele que é, cada vez mais, considerado um orgulho da gastronomia local.

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