Desemprego 5,7%: menor índice em 23 anos alivia mercado de trabalho

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O desemprego em Portugal recuou em novembro de 2025 para 5,7%, segundo estimativa provisória divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quarta-feira — o valor mais baixo desde fevereiro de 2002. A leitura confirma uma melhoria sustentada no mercado de trabalho no final do ano, com efeitos diretos sobre rendimento das famílias e decisões de política económica.

Dados gerais e tendência recente

De acordo com as Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego, a taxa de desemprego caiu 0,1 pontos percentuais face a outubro e 0,9 pontos percentuais em relação a novembro de 2024. O INE também reviu em baixa a estimativa de outubro, de 5,9% para 5,8%.

Em números absolutos, o total de pessoas sem trabalho diminuiu de 327,8 mil em outubro para 318,8 mil em novembro — uma queda de 9,0 mil (2,7%) face ao mês anterior e de 41,1 mil (11,4%) em termos homólogos.

  • Taxa de desemprego: 5,7% (nov/2025)
  • População desempregada: 318,8 mil (-9,0 mil vs out/2025; -41,1 mil vs nov/2024)
  • Taxa de emprego: 65,8% — máxima desde o início da série, em fev/1998
  • População empregada: 5.306,1 mil (aumento de 21,5 mil vs mês anterior)
  • Taxa de atividade: 69,7% (ligeiramente abaixo do pico de 69,9% registado em set/2025)
  • Taxa de subutilização do trabalho: 9,8%

O que inclui a taxa de subutilização

O indicador de subutilização complementa a taxa de desemprego, somando além dos desempregados: trabalhadores a tempo parcial que procuram mais horas, pessoas inativas que procuraram emprego recentemente mas não estavam disponíveis para começar de imediato, e inativos disponíveis para trabalhar que não procuraram emprego nas semanas anteriores ao inquérito.

Em novembro, essa taxa situou‑se em 9,8%, recuando 0,2 pontos percentuais face a outubro e 1,3 pontos percentuais em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Diferenças por género e idades

A análise por sexo mostra que as mulheres apresentam uma taxa de desemprego mais elevada (6,4%) do que os homens (5,0%), sendo a taxa masculina a mais baixa registada na última década. Entre os adultos, a taxa de desemprego ficou em 4,7% — nível idêntico ao observado em maio de 2002 e o mais reduzido desde então.

Já a taxa de desemprego jovem subiu ligeiramente, para 19,3% (+0,3 pontos percentuais).

População ativa, empregada e inativa

A população activa totalizou 5.625,0 mil pessoas em novembro, crescendo 12,6 mil face a outubro (0,2%) e 154,7 mil em relação a novembro de 2024 (2,8%).

A população empregada atingiu 5.306,1 mil, com aumentos em comparação ao mês anterior (21,5 mil; 0,4%), aos três meses anteriores (28,9 mil; 0,5%) e ao mesmo mês de 2024 (195,8 mil; 3,8%).

A população inativa foi estimada em 2.443,7 mil — ligeira diminuição face a outubro (‑2,1 mil; ‑0,1%) e ao período homólogo (‑41,0 mil; ‑1,6%), mas subiu quando comparada com três meses antes (+12,1 mil; +0,5%).

O que mudam estes números para o país

Os indicadores apontam para um mercado de trabalho mais apertado do que no ano anterior: menos desemprego, mais emprego e taxas de atividade próximas dos máximos recentes. Essas evoluções podem ter impacto em várias frentes — desde a pressão sobre salários e procura interna até o enquadramento das políticas públicas de emprego —, embora as estimativas agora divulgadas sejam provisórias e sujeitas a revisão.

O INE divulgará as estimativas finais nas próximas publicações, que permitirão confirmar a tendência observada neste penúltimo mês de 2025.

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