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Entre 18 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026, as estradas portuguesas registaram 38 mortes em acidentes rodoviários — um resultado que representa um aumento significativo face ao período festivo anterior e que coloca novamente a segurança viária no centro do debate público. O balanço, divulgado pelas forças de segurança, evidencia variações fortes entre menos acidentes, mas mais vítimas mortais.
GNR e PSP contabilizaram 6 083 sinistros ao longo dos 18 dias da operação especial de Natal e Ano Novo. Desses acidentes resultaram 38 mortes, 127 feridos em estado grave e 1 643 feridos ligeiros. Em comparação com as festas de 2024/2025, há um acréscimo de cerca de 31% no número de vítimas mortais, enquanto o número total de acidentes registou uma ligeira queda.
| Período | Total de acidentes | Mortes | Feridos graves | Feridos ligeiros |
|---|---|---|---|---|
| 18 Dez 2025 – 4 Jan 2026 | 6 083 | 38 | 127 | 1 643 |
Mais de metade das vítimas fatais ocorreram em despistes, enquanto colisões entre veículos e atropelamentos responderam por cerca de um quarto cada um das fatalidades. A vítima mais jovem tinha 20 anos e a mais idosa 88 anos. Em termos territoriais, os distritos com maior número de óbitos foram Aveiro e Lisboa (7 cada) e Braga (5).
Das 38 mortes, 28 sucederam em vias sob patrulhamento da GNR — incluindo autoestradas — e 10 ocorreram em áreas urbanas fiscalizadas pela PSP. A análise por local revela padrões distintos entre redes rodoviárias e centros urbanos.
Fiscalização: infrações e controlos
Para além do registo de sinistros, as forças de segurança intensificaram operações de fiscalização. No mesmo período foram detetadas mais de 52 mil infrações rodoviárias, dominadas por excessos de velocidade.
- Infrações totais registradas: mais de 52 000
- Excesso de velocidade: 30 014 casos
- Veículos sem inspeção: 3 625
- Veículos sem seguro: 1 121
- Condutores com álcool acima do limite criminal (≥ 1,2 g/l): 1 102
No total, PSP e GNR fiscalizaram presencialmente mais de 158 mil veículos, número que representa uma diminuição de cerca de 11% face às festividades de 2024/2025. Quase dois mil condutores foram apanhados com excesso de álcool, sendo mais de metade dos casos classificados como crime por se situarem no patamar igual ou superior a 1,2 gramas por litro de sangue.
O conjunto de dados sugere uma combinação de fatores: menos acidentes globais, mas maior gravidade em muitos deles, e uma persistente prevalência de velocidade e consumo de álcool entre as causas fiscalizadas. As estatísticas foram divulgadas pelas corporações policiais, com resumo da agência de notícias que acompanha os números.
O que isto significa para quem circula agora
Em termos práticos, o aumento das vítimas mortais durante um período de menor sinistralidade total indica que deslocamentos festivos continuam a implicar riscos elevados — sobretudo em despistes e em contextos de velocidade excessiva ou condução sob influência de álcool.
- Risco crescente: mesmo com menos acidentes, a probabilidade de ocorrência de episódios mais graves manteve-se alta.
- Focos de atenção: autoestradas e vias fora de centros urbanos concentram grande parte das mortes por despiste.
- Fiscalização reforçada: os controlos seguem intensos, com foco em velocidade, documentação e álcool.
Os números divulgados agora servem como termómetro para políticas públicas e para iniciativas de prevenção — e lembram que pequenas decisões ao volante durante períodos festivos podem ter consequências graves. Fonte dos dados: GNR, PSP e relato da agência de notícias.












