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Um documentário narrado por David Attenborough chega a Ponta Delgada esta semana para discutir o papel do oceano na manutenção da vida e apresentar soluções práticas para a sua proteção — um tema com peso acrescido após a entrada em vigor, a 1 de janeiro, da lei que estabelece o Parque Marinho dos Açores. A exibição inaugural é gratuita, mas já esgotada; seguirá depois por outras localidades da ilha e, em 2026, por todo o arquipélago.
O que será mostrado e por que importa agora
Coproduzido pela National Geographic, o filme reúne imagens inéditas que documentam a degradação dos ecossistemas marinhos, incluindo os impactos visíveis de práticas como a pesca de arrasto de fundo. Ao mesmo tempo, apresenta exemplos concretos dos benefícios das Áreas Marinhas Protegidas (AMP) para a recuperação de habitats e espécies.
O timing da iniciativa é relevante: com o novo quadro legal do Parque Marinho dos Açores já em vigor, a sessão pretende aproximar a comunidade das medidas em curso e estimular participação pública em decisões sobre a gestão do mar regional.
Detalhes da sessão inaugural
A exibição principal realiza-se na quarta-feira às 18h00 (19h00 em Lisboa) no auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel. A entrada era gratuita mediante registo prévio, mas a organização informa que as vagas estão esgotadas devido à lotação do espaço.
- Filme: Ocean with David Attenborough (coprodução National Geographic)
- Local: Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada
- Hora: 18h00 (hora local) / 19h00 (Lisboa)
- Entrada: gratuita; registo prévio — sessão inaugural esgotada
- Programa pós-exibição: mesa-redonda com investigadores e especialistas locais
Mesa-redonda e participantes
Depois do filme haverá um debate para aprofundar as soluções apresentadas e discutir a situação do mar açoriano. Confirmaram presença especialistas ligados ao território e à investigação marinha, entre os quais Adriano Quintela (ordenamento do território, Blue Azores), Débora Gutierrez (Universidade dos Açores) e Bruno Sérgio (biólogo marinho e mergulhador).
O objetivo é promover trocas com o público sobre políticas de conservação, impactos locais da atividade humana e oportunidades de gestão baseada na ciência.
Expansão prevista e envolvimento comunitário
Além da sessão em Ponta Delgada, a organização planeia exibições em outros três municípios de São Miguel e projeta levar a iniciativa para as restantes ilhas ao longo de 2026. A meta declarada é envolver públicos variados — desde estudantes a pescadores e gestores locais — na discussão sobre o futuro do oceano açoriano.
O Blue Azores destaca a necessidade de combinar conhecimento científico com participação comunitária para tornar as AMP e outras medidas de proteção mais eficazes e legitimadas localmente.
Quem coordena o programa
O Programa Blue Azores é liderado pelo Governo Regional dos Açores em parceria com a Fundação Oceano Azul e o Instituto Waitt, com colaboração da Universidade dos Açores. O foco é conservar e valorizar o capital natural marinho, apoiar a utilização sustentável dos recursos e promover uma economia azul alinhada com a ciência e com as comunidades do arquipélago.
Ao reunir imagens impactantes, especialistas locais e um calendário de exibições públicas, a iniciativa aposta em traduzir debates técnicos sobre conservação em ações e discussões acessíveis à população — um passo prático para consolidar a nova estrutura do Parque Marinho dos Açores e ampliar a proteção do oceano na região.












