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Xabi Alonso foi demitido pelo Real Madrid nesta segunda-feira, menos de 24 horas após a derrota na final da Supertaça de Espanha diante do Barcelona. A decisão, tomada por Florentino Pérez, aparece como o desfecho de semanas de atritos internos e problemas físicos na equipa que, segundo a imprensa espanhola, vinham minando a confiança no treinador.
Fontes do jornal AS apontam que a demissão não teve origem exclusiva no resultado em Jeddah: já havia sinais claros de desgaste nas relações entre o técnico e vários membros do plantel, além de preocupações ligadas ao estado físico de jogadores-chave.
O que levou à saída
De acordo com relatos, o ambiente no clube vinha arrefecendo desde o início de dezembro, e a direção considerou que qualquer novo revés poderia precipitar uma ruptura. A devolução do grupo a Madrid após a final four da Supertaça foi o momento em que se decidiu acelerar o processo.
Na capital espanhola, Xabi Alonso foi recebido por Florentino Pérez e José Ángel Sánchez para uma reunião que resultou num acordo para a rescisão do contrato — um vínculo que, quando foi selado, ainda tinha cerca de dois anos e meio por cumprir.
Alonso tinha assumido o cargo no lugar de Carlo Ancelotti antes da participação do clube no Mundial de Clubes e durou cerca de sete meses à frente da equipa. A direção entende que a continuidade representaria risco para os objetivos da temporada, entre eles o desempenho na LaLiga e a estabilidade do balneário.
Quem assume agora
O clube nomeou Álvaro Arbeloa como treinador interino. Ex-jogador do Real Madrid e com experiência à frente da equipa B, Arbeloa terá um contrato até o final da época, com opção para prolongamento — uma solução de curto prazo enquanto a direção define os próximos passos.
Na prática, a mudança tem implicações imediatas: alterações táticas prováveis, ajustes na preparação física e um período de avaliação acelerada para a direção técnica antes da janela de transferências.
Reações no balneário
O clima interno também foi evidenciado pelas reações nas redes sociais: a maioria do plantel publicou mensagens de despedida, mas sete jogadores mantiveram silêncio — algo que alimentou a narrativa de desunião.
- Jogadores que ainda não se manifestaram: Trent Alexander-Arnold, Éder Militão, Mendy, Jude Bellingham, Vinícius Júnior, Franco Mastantuono e Brahim. (Brahim está ausente por disputar a Taça das Nações Africanas.)
- Jogadores que publicaram despedidas: Kylian Mbappé, Rodrygo, Thibaut Courtois, Andriy Lunin, Dani Carvajal, Eduardo Camavinga, Gonzalo García, David Alaba, Borja Mayoral, Óscar Rodríguez, Fran García, Antonio Rüdiger, Hugo Guillén, Federico Valverde, Tchouaméni, Arda Güler e Dani Ceballos, entre outros.
Mbappé escreveu uma mensagem de agradecimento destacando a clareza de ideias e o conhecimento do técnico, e desejou sorte no futuro. Outras publicações no clube seguiram o mesmo tom de reconhecimento profissional.
Para o Real Madrid, a substituição de treinador num momento crítico da temporada abre uma janela de incerteza, mas também a oportunidade de tentar estabilizar o grupo antes de decisões mais estruturais na diretoria técnica.
Do ponto de vista prático, resta acompanhar: quem será o candidato a assumir permanentemente, como a equipa responderá aos próximos jogos e se a mudança surtirá efeito no curto prazo, sobretudo com a próxima fase da LaLiga e compromissos europeus à vista.












