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O Governo reforçou nesta terça-feira a presença de agentes no aeroporto de Lisboa para reduzir as longas filas na chegada de voos. A intervenção ocorre no contexto do novo sistema europeu de controlo de fronteiras, cuja implementação tem sido associada a atrasos significativos nos principais aeroportos do país.
Segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR), 24 militares foram destacados para atuar na zona das chegadas com o objetivo de acelerar a verificação documental e aliviar as filas.
Como será a atuação no terreno
Os efectivos trabalham em escalas flexíveis, organizados em equipas de cerca de dez elementos, cada uma acompanhada por um supervisor, explicou o porta‑voz da GNR, Carlos Canatário.
Antes de entrarem em serviço no Humberto Delgado, os militares receberam formação certificada em controlo de fronteiras e, mais recentemente, participaram de um curso de caráter administrativo ministrado pela PSP, pela Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) e pela gestora do aeroporto, ANA.
- Objectivo: reduzir tempos de espera na área de chegadas.
- Recursos: 24 militares da GNR em turnos flexíveis; formação específica e complementar por PSP, ANAC e ANA.
- Duração: período de permanência ainda não foi definido pelas autoridades.
- Medida paralela: suspensão temporária, por três meses, do Sistema de Entrada/Saída (EES) para cidadãos extracomunitários no aeroporto de Lisboa.
- Reação da UE: a Comissão Europeia anunciou que solicitará esclarecimentos a Portugal sobre a suspensão do sistema.
O reforço dos 24 militares sucede a outra intervenção feita durante a quadra festiva, quando o aeroporto recebeu 80 agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) para responder ao aumento de chegadas e às longas esperas.
Por que isto importa agora
O EES começou a operar em Portugal e nos restantes países Schengen a 12 de outubro e, desde então, tem estado no centro de queixas de passageiros e operadores sobre filas que, por vezes, duram horas. Para viajantes, atrasos na imigração podem significar perda de ligações, mais tempo de espera em terminais e impacto na experiência turística.
Do ponto de vista operativo, a suspensão temporária do EES no aeroporto lisboeta é uma solução pontual que visa descongestionar fluxos, mas levanta dúvidas sobre coordenação entre autoridades nacionais e europeias e sobre o efeito dessa pausa na segurança e no controlo migratório.
Até ao momento, as autoridades nacionais não comunicaram um calendário para a saída dos militares do aeroporto nem detalharam os critérios para manter ou encerrar a suspensão do sistema europeu.
O que pode mudar para os passageiros
Embora a presença adicional de GNR e a suspensão temporária do EES possam reduzir as filas a curto prazo, a situação depende também do volume de chegadas e da adaptação dos procedimentos de controlo.
Viajeros devem considerar medidas práticas: prever mais tempo para passageiro em trânsito, acompanhar notificações da companhia aérea e verificar requisitos documental antes da viagem.
As próximas semanas serão decisivas para avaliar se as medidas adotadas aliviam de forma sustentada os tempos de espera no aeroporto Humberto Delgado ou se exigirão novos ajustes nas operações.












