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A Federação Nacional dos Médicos (Fnam) muda hoje de direção: o conselho nacional reúne-se em Coimbra para eleger a nova comissão executiva e, pela regra de **rotatividade** entre os sindicatos que compõem a federação, a liderança passa para o Sindicato dos Médicos da Zona Sul. A substituição pode influenciar prioridades de ação e negociações com o Estado até 2028.
Eleição em Coimbra
O encontro do conselho decorre este sábado na cidade universitária e terá como ponto central a votação que confirma a equipa executiva para o próximo mandato. A transição respeita uma prática interna de alternância entre os três sindicatos que integram a Fnam.
Perfil do novo presidente
André Gomes foi apresentado como candidato e seguiu uma trajectória marcada pelo associativismo médico. Especialista em saúde pública e com interesse declarado pela música, Gomes assume a presidência após a saída de Joana Bordalo e Sá.
O perfil combina experiência técnica em políticas de saúde com atuação sindical, uma conjugação que costuma orientar tanto as prioridades internas quanto as iniciativas de interlocução com autoridades e empregadores.
- Quem entra: André Gomes.
- Quem sai: Joana Bordalo e Sá.
- Local da votação: Coimbra.
- Quem lidera a Fnam: Sindicato dos Médicos da Zona Sul, até fim de 2028.
- Prática: rotatividade entre os três sindicatos da federação.
O que muda na prática
Mudanças de presidência em federações sindicais podem alterar ênfases programáticas — por exemplo, agendas de negociação salarial, condições de trabalho, formação contínua e políticas de saúde pública. Ainda que a estrutura e os objetivos gerais da Fnam se mantenham, a prioridade dada a determinados temas tende a refletir a visão do sindicato que assume a liderança.
Fontes internas indicam que os próximos meses serão usados para definir a agenda de ação e os contactos com ministérios e conselhos regionais. A composição completa da nova comissão executiva será conhecida após a votação e poderá sinalizar quais áreas receberão maior atenção.
Perspetiva e próximos passos
A eleição de hoje tem impacto direto nas representações sindicais face ao setor público e privado. Para os profissionais, significa atenção às negociações laborais; para decisores, uma nova interlocução institucional. A Fnam manterá a interlocução com estruturas nacionais de saúde, mas com um tom e prioridades renovados conforme a liderança.
Em breve deverão ser divulgadas as medidas imediatas propostas pela nova direção e o calendário de reuniões de trabalho com as autoridades. A confirmação oficial do resultado e a publicação dos elementos da comissão executiva encerram a fase de transição e marcam o arranque do mandato até 2028.












