Di María nega rumores sobre Benfica e repudia insinuações envolvendo Mourinho e Ronaldo

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Na véspera do confronto decisivo entre Benfica e Real Madrid, Ángel di María reaparece em pauta com declarações que misturam gratidão, lembranças de carreira e uma nota pessoal sobre salários. O ex-jogador de ambos os clubes falou ao jornal AS e deixou clara a sua ligação emocional aos dois emblemas antes do jogo na Luz.

Di María, hoje no Rosario Central, revisitou momentos-chave da sua trajetória em Portugal e Espanha, explicou por que não vê motivação financeira por trás da sua mudança em 2014 e enalteceu a figura do treinador que o lançou no Bernabéu.

Mourinho, agradecimento e reconhecimento

Ao recordar a chegada ao Real Madrid, o argentino destacou o papel decisivo do técnico português. Segundo Di María, José Mourinho foi determinante para que o clube apostasse nele após uma fase menos produtiva no Mundial de 2010 — um apoio que o jogador não esquece.

Em resumo, descreveu Mourinho como um líder que protegeu e ajudou a integrar jogadores, oferecendo segurança e confiança num momento crucial da sua carreira.

Por que isso interessa agora? A postura de Di María revela o peso das relações pessoais nas escolhas de mercado e prepara um cenário emocional para a partida entre dois clubes onde deixou marcas importantes.

Coração dividido: Benfica e Real, sem escolha simples

O ex-extremo confessou que acompanhará o jogo com “o coração dividido”. Ele ressaltou que foi feliz em ambos os clubes e recusou preferir um em detrimento do outro, numa declaração que reforça a sua ligação afetiva tanto ao Benfica quanto ao Real Madrid.

Quanto ao atual treinador do Real, Álvaro Arbeloa, Di María optou por moderação: disse que o conhece como colega e que ainda é cedo para tirar conclusões sobre o desempenho em funções técnicas.

Transferência de 2014 e os rumores sobre salários

Di María voltou a falar sobre a saída do Real Madrid para o Manchester United — uma transferência avaliada em cerca de 75 milhões de euros — e rejeitou a versão de que a decisão teria sido motivada por uma pretensão salarial igual à de Cristiano Ronaldo.

Segundo o jogador, seria incoerente competir financeiramente com alguém que venceu múltiplas Bolas de Ouro; a sua saída, afirmou, teve mais a ver com dinâmica de plantel e escolhas do clube do que com questões económicas pessoais.

  • Clubes representados: Benfica, Real Madrid, Manchester United e atualmente Rosario Central.
  • Desempenho no Benfica (2007–2010): contribuição ofensiva consistente que valeu transferência ao Real Madrid.
  • Transferência ao Manchester United: mercado e decisões do clube influenciaram a saída, não apenas dinheiro.
  • Relação com Mourinho: agradecimento público por apoio profissional e humano.
  • Opinião sobre craques: profissionalismo de Cristiano Ronaldo e dom natural de Lionel Messi, com Messi visto como um talento inato.

Di María também fez uma leitura curta sobre a convivência com ídolos como Ronaldo e Messi: destacou o esforço e profissionalismo do primeiro, ao mesmo tempo que reconheceu o talento extraordinário do segundo — uma diferenciação entre trabalho e dom natural.

Para os torcedores que acompanham a última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, as observações do argentino trazem uma camada humana ao jogo: não se trata só de tática ou classificação, mas de histórias pessoais que ligam jogadores a clubes e adeptos.

Na prática, o confronto na Luz tem impacto direto na luta por vaga nas fases seguintes: o Real Madrid chega com a situação mais confortável na tabela, enquanto o Benfica precisa de resultados positivos para complicar as contas do rival. Di María, que viveu intensamente os dois universos, será mais uma voz a lembrar que, no futebol, passado e presente frequentemente se encontram num único jogo.

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