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A 4 de fevereiro, às 9h30, o Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, acolhe a conferência “Turismo Industrial e Ferroviário”, que marca o lançamento público de um projeto dedicado à valorização do património ferroviário da região Viseu Dão‑Lafões. O encontro pretende traduzir memórias e infraestruturas antigas em instrumentos de desenvolvimento turístico e territorial.
O que está em discussão
A iniciativa agrupa três painéis temáticos centrados na promoção do turismo industrial e ferroviário e na articulação entre recursos patrimoniais, naturais, culturais e gastronómicos. Os debates vão explorar como recuperar linhas, estações e equipamentos — não só como memória — mas como elementos ativos de uma oferta turística sustentável.
Para os organizadores, trata‑se de pensar o sistema ferroviário português além da mobilidade: como vetor de coesão entre territórios e de diversificação económica para áreas do interior. A conferência será palco de propostas e partilhas entre técnicos, investigadores e agentes do setor.
Participantes e representação institucional
Estão confirmadas presenças institucionais de relevo, incluindo Manuel de Novaes Cabral, presidente da Fundação Museu Nacional Ferroviário, e Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal. O programa reúne ainda decisores políticos, especialistas académicos e representantes da ferrovia e do turismo.
- Três painéis sobre turismo industrial e ferroviário, integração de recursos e estratégias sustentáveis.
- Intervenientes — responsáveis institucionais, investigadores e operadores do setor.
- Objetivo prático — consolidar um roteiro de intervenção para a região Viseu Dão‑Lafões.
O evento assinala o arranque público do projeto Viajar no Tempo, Ferrovia entre o Vouga e o Dão, que visa posicionar o património ferroviário como um activo estratégico, promovendo a sua regeneração e a criação de novas narrativas turísticas.
Implicações para a região
Converter infraestruturas ferroviárias em produtos culturais e turísticos pode ter efeitos concretos: atração de visitantes, estímulo às economias locais e fortalecimento da identidade regional. Ao mesmo tempo, coloca desafios de conservação e gestão, exigindo soluções sustentáveis e envolvimento comunitário.
Especialistas esperam que o projeto contribua para a coesão territorial e para a oferta cultural do país, criando percursos turísticos que combinem história, paisagem e gastronomia.
Quem organiza
A conferência é promovida pelo Museu Nacional Ferroviário, em parceria com a Fundação Museu Nacional Ferroviário, Turismo Centro de Portugal, os municípios de Vouzela, Tondela e Oliveira de Frades, a CP — Comboios de Portugal, e a APAC — Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos de Ferro.
O encontro no Entroncamento abre um ciclo de trabalho que, nas próximas etapas, deverá traduzir propostas debatidas em planos de valorização concretos: intervenções patrimoniais, roteiros temáticos e ações de promoção territorial. Para profissionais do setor e decisores locais, será um momento de definição de prioridades e de alinhamento entre conservação e uso turístico.












