Sapadores de Braga lideram resgates: quase 2.000 animais feridos e doentes salvos em cinco anos

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Braga transformou o socorro a animais de companhia numa resposta contínua e profissional: segundo a câmara, a viatura dedicada dos Bombeiros Sapadores já realizou quase dois mil resgates desde que começou a operar em 2020. A informação, atualizada esta terça‑feira, reforça o papel do serviço na proteção pública e no bem‑estar animal do concelho.

Desde o início da operação, a unidade móvel especializada atendeu 1.970 animais encontrados feridos ou doentes nas vias públicas, com 548 intervenções registadas apenas em 2025. O número revela uma procura crescente e a consolidação de um serviço que funciona todos os dias do ano.

A viatura opera 24 horas por dia e foi concebida para actuar exclusivamente em questões de proteção e socorro animal, integrando ações operacionais e de coordenação com outras entidades locais.

Como funciona na prática

As equipas dos Bombeiros Sapadores trabalham em estreita ligação com a Empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga (AGERE), o Centro de Recolha Oficial de Animais, a médica veterinária municipal e clínicas e hospitais veterinários da região. Essa articulação garante encaminhamento rápido e cuidados clínicos quando necessários.

O vice‑presidente da câmara, Altino Bessa, sublinha que além da técnica exigida nas operações — resgates em via pública, imobilizações seguras e transporte para tratamento — há um efeito direto na comunidade: “Colocar o bem‑estar animal no centro das políticas locais é também reforçar a segurança e a coesão social”, afirmou.

  • Total de intervenções desde 2020: 1.970 animais
  • Intervenções em 2025: 548
  • Disponibilidade: 24 horas por dia
  • Parcerias: AGERE, Centro de Recolha Oficial, serviços veterinários municipais e hospitais veterinários
  • Investimento nos últimos cinco anos: mais de dois milhões de euros

A câmara refere que, nos últimos cinco anos, aplicou mais de dois milhões de euros em recursos humanos e equipamentos para reforçar a capacidade do batalhão. Segundo responsáveis municipais, esse investimento permitiu melhorar treino, materiais e logística para operações mais seguras e eficientes.

Por que isso importa agora

Ter uma resposta especializada e permanente reduz tempos de atendimento, diminui riscos para pessoas e animais e aprimora o encaminhamento clínico — fatores que influenciam diretamente a saúde pública e a perceção de segurança nas ruas. Além disso, a existência de um serviço dedicado apoia políticas de prevenção e fiscalização relacionadas ao abandono e ao abandono de animais.

O projeto em Braga serve ainda como modelo prático de políticas urbanas que incorporam o respeito pelos animais como componente do bem‑estar coletivo. Para a autarquia, a mudança deixou claro que o socorro animal deixou de ser um recurso eventual para passar a integrar o sistema municipal de resposta a emergências.

Nas próximas anos, as autoridades locais apontam para a manutenção do investimento em formação e em equipamentos, bem como para o estreitamento de parcerias com entidades privadas e organizações de proteção animal, visando melhorar cobertura e qualidade do serviço.

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