6,5 mil toneladas de cogumelos frescos: Cuga projeta safra recorde e mais oferta no mercado

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A Cuga prevê produzir cerca de 6,5 mil toneladas de cogumelos frescos este ano e aponta para uma faturação ao redor de 24 milhões de euros, reforçando o papel da empresa no abastecimento nacional. A expansão envolve atualização de equipamentos, automação de linhas e alterações operacionais com impacto direto na cadeia de frio, nos postos de trabalho e na oferta ao consumidor.

Investimentos para garantir qualidade e cadeia de frio

Segundo a administração, a empresa aplicou aproximadamente 3 milhões de euros na última época para renovar linhas de produção e sistemas de refrigeração — uma intervenção que a Cuga considera essencial para preservar a integridade dos produtos durante toda a cadeia logística.

Essa modernização levou à reorganização das unidades do grupo, projeto que, segundo a empresa, deverá ficar concluído já no primeiro trimestre do ano. Entre as mudanças está a automatização do embalamento na fábrica de Paredes, destinada a aumentar a eficiência e reduzir manuseio manual.

Com a nova configuração, a embalagem de produtos laminados passará a ser feita em Paredes a partir do final de fevereiro, uma alteração operacional que visa concentrar processos e acelerar prazos de entrega.

Produção interna do composto e descentralização

A estratégia incluiu também a internalização de parte do processo produtivo: uma unidade em Vila Flor, no distrito de Bragança, foi ativada para fabricar o composto onde os cogumelos crescem, reduzindo dependência externa de matérias-primas.

Outra unidade reabriu em 2025 e, com essa retoma, foram contratados cerca de 50 trabalhadores temporários para a colheita — sinal de que o investimento já tem efeitos imediatos no mercado de trabalho local.

Impacto nos salários e incentivos

Além de obras e equipamentos, a empresa afirma que instituiu incentivos ligados à produtividade em várias unidades — entre elas Vila Flor, Vila Real e Paredes — que resultaram em acréscimos aos vencimentos-base de muitos colaboradores, na ordem de 700 a 1.000 euros mensais.

  • Produção prevista: 6,5 mil toneladas de cogumelos frescos (ano em curso).
  • Faturação estimada: cerca de 24 milhões de euros.
  • Crescimento alvo: expansão anual próxima de 20%.
  • Investimento recente: ~3 milhões de euros em linhas e refrigeração.
  • Emprego: +50 contratações na retoma de produção; incentivos salariais em várias unidades.
  • Automação: embalamento de laminados concentrado em Paredes a partir de fim de fevereiro.
  • Integração vertical: produção de composto em Vila Flor.
  • Participação de mercado: responsável por cerca de 80–85% da produção nacional de cogumelos frescos.

O que isso significa para consumidores e setor

Com uma fatia estimada entre 80% e 85% da produção nacional, a Cuga tem influência direta sobre oferta, prazos e padrões de qualidade no mercado português de cogumelos. A aposta em conservação por refrigeração e automação tende a reduzir perdas e a manter o produto mais fresco nas prateleiras, mas também acelera a transformação do trabalho operacional.

Do ponto de vista da cadeia de abastecimento, internalizar o fabrico do composto diminui vulnerabilidades externas e pode permitir maior previsibilidade na produção. Para os trabalhadores, os aumentos salariais e incentivos representam ganhos concretos, embora a automação levante questões sobre futuras necessidades de mão de obra.

Em suma, a movimentação da Cuga combina modernização industrial, integração vertical e ajustes operacionais que prometem alterar de forma relevante a dinâmica do setor de hortofrutícolas em Portugal — com efeitos práticos sobre disponibilidade, qualidade e emprego.

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