O Electrão anunciou que, em 2025, o seu serviço de recolha porta-a-porta retirou das casas 613 toneladas de equipamentos elétricos — um aumento de 34% face ao ano anterior —, um crescimento que destaca o papel da recolha domiciliária na redução de resíduos volumosos e no incentivo à reciclagem. A tendência aponta para menos descarte informal nas ruas e para maior encaminhamento desses aparelhos para tratamento adequado.
O balanço, divulgado esta terça-feira pela entidade gestora, assinala também os cinco anos do projeto iniciado em 2021. Desde então, o serviço já recolheu mais de 1.300 toneladas de equipamentos elétricos em todo o território onde opera.
No agregado de 2025, dois tipos de eletrodomésticos concentraram grande parte do volume.
- Máquinas de lavar roupa e loiça: aproximadamente 250 toneladas
- Frigoríficos e arcas congeladoras: cerca de 250 toneladas
- Ecrãs e monitores: 55 toneladas
- Pequenos eletrodomésticos: 44 toneladas
- Equipamentos informáticos de pequena dimensão: 7 toneladas
- Lâmpadas: 542 quilos
- Pilhas e baterias: quase 1 tonelada
- Consumíveis de impressão: 179 quilos
O serviço começou como iniciativa-piloto em algumas freguesias de Lisboa e expandiu-se até cobrir hoje 12 municípios da Área Metropolitana de Lisboa e da Região Oeste. A entidade diz ter a ambição de alargar o alcance a mais concelhos nos próximos anos.
Segundo Ricardo Furtado, diretor-geral de Elétricos e Pilhas do Electrão, a recolha domiciliária foi responsável por retirar mais de 1.365 toneladas de resíduos elétricos das vias públicas ao longo de cinco anos, garantindo que esses fluxos entram nos circuitos oficiais de reciclagem e não no mercado paralelo.
Para os cidadãos, o processo é simples: é possível agendar a recolha através do Electrão ou das câmaras aderentes, sem custos. Equipamentos volumosos têm de ser entregues obrigatoriamente como condição para ativar o serviço, sendo depois possível incluir aparelhos de menor dimensão numa mesma recolha.
Além do benefício prático para quem quer livrar-se de eletrodomésticos antigos, a iniciativa reduz riscos ambientais e sanitários associados ao abandono de aparelhos e ao tratamento informal — problemáticas apontadas pela entidade como razões para reforçar a rede oficial de gestão de resíduos.
O Electrão é a organização responsável por três sistemas de gestão e reciclagem: embalagens, pilhas e equipamentos elétricos. A associação opera uma rede com mais de 15.300 pontos de recolha em todo o país e coordena o encaminhamento dos materiais para operações de tratamento com práticas ambientais certificadas.
Para quem reside nos municípios abrangidos, a mensagem é direta: agendar a recolha evita a acumulação doméstica e contribui para a economia circular — e a entidade promete continuar a expandir o serviço para facilitar o acesso à reciclagem.












