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O desemprego em Portugal caiu para 5,6% em dezembro de 2025, atingindo o nível mais baixo em mais de duas décadas — um sinal de alívio para o mercado de trabalho que pode ter impacto direto na renda das famílias e nas decisões de política económica. A informação consta das estimativas provisórias divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) nesta quinta-feira.
O INE manteve em 5,7% a estimativa provisória relativa a novembro, publicada a 7 de janeiro, confirmando uma trajetória de ligeiro recuo no final do ano.
- Taxa global (dez/2025): 5,6% (queda de 0,1 ponto em relação a novembro).
- Homens: desemprego em 5,1%.
- Mulheres: desemprego em 6,1% — diferença de 1,0 ponto percentual a favor dos homens.
- Adultos (população em idades produtivas): 4,7%, igual ao mês anterior e próximo dos valores mais baixos desde 2002.
- Jovens: taxa recuou para 18,4%, menos 0,5 ponto percentual.
O que estes números significam agora
Uma taxa de desemprego de 5,6% reforça a ideia de um mercado de trabalho relativamente apertado, o que costuma traduzir-se em maior pressão sobre salários e em maiores desafios para empresas que procuram contratar. Ao mesmo tempo, uma queda na taxa jovem para 18,4% é um indicador relevante sobre a integração de novos trabalhadores.
Há também uma discrepância persistente entre géneros: a taxa feminina permanece mais elevada do que a masculina, um sinal de desigualdade que continua a merecer atenção de políticas públicas e empregadores.
Contexto histórico e próxima atualização
Este patamar é o mais baixo desde fevereiro de 2002, quando a taxa também se situou em torno de 5,6%. O INE classifica os números como provisórios; por isso, é comum que sejam revistas nas próximas publicações mensais, sobretudo para contabilizar efeitos sazonais ou correções metodológicas.
Para quem acompanha a economia, a evolução nas próximas semanas será importante: movimentos adicionais poderão influenciar decisões do governo sobre emprego e rendimento, bem como estratégias empresariais de recrutamento.
Em suma, os dados divulgados hoje pelo INE apontam para um final de 2025 com menor desemprego, mas deixam em evidência desafios específicos — sobretudo a diferença entre homens e mulheres e a continuidade na redução do desemprego jovem — que exigem acompanhamento atento.












