CR7 gera turbulência no Al Nassr: presidente entra na mira

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Cristiano Ronaldo terá aceite regressar aos relvados do Al Nassr depois de receber garantias de mudanças na estrutura do clube — uma decisão que pode desbloquear a equipa num momento decisivo do campeonato saudita. A resposta do avançado chega numa fase em que a estabilidade interna e a luta pelo título ganham importância imediata.

Fontes sauditas indicam que o internacional português concordou em terminar o período de afastamento após receber compromissos formais da direção para restaurar a estabilidade e alterar a governação do clube.

O regresso de Ronaldo é esperado já no próximo sábado, às 17h30 (hora de Portugal continental), no encontro frente ao Al-Fateh, no Prince Abdullah bin Jalawi Stadium, referente à 22.ª jornada da liga. Antes disso, está prevista a sua ausência na partida de quarta-feira contra o Arkadag (13h45), decisão essa descrita como técnica — o jogador tem sido gerido também em função da participação do clube na AFC Champions League 2.

De acordo com o jornal Al-Riyadiyah, a reaproximação só se concretizou depois de promessas concretas sobre alterações internas, numa tentativa de apagar as tensões que se acumularam nas últimas semanas.

O que foi prometido e as mudanças em discussão

Entre as medidas exigidas e aparentemente aceites consta a devolução de autonomia aos responsáveis portugueses — José Semedo (diretor executivo) e Simão Coutinho (diretor desportivo) — cujas competências tinham sido limitadas em dezembro. Há também planos para uma remodelação mais ampla da estrutura interna.

Uma das alterações mais significativas apontadas nos bastidores é a possível saída do presidente do conselho de administração, Abdullah Al‑Majed, medida que os dirigentes consideram necessária para reduzir confrontos e acalmar o ambiente no clube.

Ronaldo já tinha manifestado críticas ao desempenho da equipa técnica liderada por Jorge Jesus, o que agravou o mal-estar entre jogador, treinador e direção. Nas próximas horas espera‑se um comunicado oficial que detalhe cronograma e responsáveis pelas mudanças.

Sete pontos que explicam o descontentamento

  • Desequilíbrio no mercado de inverno: o rival Al Hilal reforçou-se com jogadores de peso, enquanto o Al Nassr teve poucas mexidas.
  • Percepção de tratamento preferencial pelo PIF ao Al Hilal, segundo fontes internas.
  • Congelamento de poderes de dirigentes de confiança, afetando decisões desportivas e financeiras.
  • Falta de comunicação clara entre direção, equipa técnica e elenco de jogadores.
  • Pressão pela urgente conquista de títulos após uma longa espera desde 2019.
  • Gestão de condições e rotinas de treino que, na visão do jogador, prejudicaram o rendimento.
  • Preocupações sobre a preparação e ambição do plantel para a fase decisiva da temporada.

O momento não é apenas interno: a resolução desta crise tem impacto direto na corrida ao título. Atualmente o Al Nassr ocupa a segunda posição, com 49 pontos — apenas um abaixo do líder Al Hilal — e mantém viva a esperança de terminar com o jejum de troféus que se prolonga desde 2019.

Na próxima ronda, o Al Nassr joga fora com o Al‑Fateh; o Al Hilal recebe o Al‑Ettifaq. O resultado destes jogos poderá acentuar a urgência de mudanças ou dar fôlego à nova direção, caso as alterações prometidas comecem a surtir efeito.

Se as garantias se transformarem em ações concretas, o regresso de Ronaldo pode significar uma viragem imediata dentro de campo — e uma prova de que, em Riade, decisões internas continuam a pesar tanto quanto os golos na luta pelo título.

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