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A depressão “Marta” deve manter chuva forte, vento e aumento do caudal de rios nos próximos dias, com descargas programadas em algumas barragens de Portugal e Espanha. Este cenário eleva o risco de inundações e deslizamentos já a partir de sábado — por isso, saber o que fazer agora pode evitar perdas e salvar vidas.
Em casa e em estabelecimentos comerciais
Antes da água subir, pequenas ações reduzem muito o prejuízo. Especialistas alertam para medidas simples que tornam a habitação mais segura e diminuem o risco de danos materiais e humanos.
- Monte uma mochila de emergência para cada pessoa: documentos, medicamentos essenciais, kit de primeiros socorros, água, alimentos não perecíveis, lanterna, rádio a pilhas e baterias de reserva. A ideia é garantir autonomia mínima de 48 a 72 horas caso faltem eletricidade e comunicações.
- Limpe e desobstrua calhas e sarjetas para facilitar o escoamento da água e reduzir a probabilidade de infiltrações.
- Fixe ou retire do exterior objetos que possam ser arrastados (placas, andaimes, suportes de publicidade) e suba móveis e bens valiosos para pisos superiores sempre que possível.
- Em caso de inundação dentro da casa: feche portas e janelas, desligue a água, o gás e a eletricidade e dirija-se ao ponto mais elevado do edifício. O apoio entre vizinhos costuma ser crucial nas primeiras 72 horas, quando os meios de socorro podem estar sobrecarregados.
- Se o abastecimento estiver comprometido, ferva a água usada para cozinhar ou dê preferência a água engarrafada.
| Prioridade | Ação |
|---|---|
| Segurança pessoal | Reunir família no ponto mais alto; mochila de emergência pronta |
| Habitação | Desobstruir ralos e prender objetos exteriores |
| Comunicação | Ter rádio a pilhas e carregar telemóveis previamente |
| Animais | Subir animais e bens essenciais para áreas elevadas |
Deslocações a pé e na via pública
Quando as ruas começam a encher, o risco vai além da água: há perigo de queda de árvores, derrocadas e buracos encobertos. A Proteção Civil recomenda evitar zonas ribeirinhas e áreas arborizadas em risco.
Não atravesse áreas inundadas. Mesmo com pouca profundidade, a água pode ocultar aberturas no pavimento ou detritos que comprometem o equilíbrio. Se for inevitável caminhar por trechos com água, procure sair antes que ela atinja o nível do joelho — acima disso a força da corrente torna a travessia extremamente perigosa.
- Use calçado confortável e bem ajustado; os especialistas indicam que ténis firmes podem ser mais seguros do que botas encharcadas que ficam pesadas.
- Empregue um cabo de vassoura ou guarda‑chuva para sondar o chão adiante e detectar tampas de esgoto abertas ou buracos ocultos.
- Mantenha-se longe das margens e evite atividades de lazer junto a cursos de água durante o período de alerta.
Ao volante: riscos e condutas
Conduzir em tempos de chuva intensa exige prudência redobrada. A recomendação principal é simples: não entre em áreas onde há água acumulada na via.
Veículos estacionados em zonas historicamente inundáveis correm grande risco. E, nas estradas, a profundidade e a força da água são imprevisíveis — um fluxo superficial pode arrastar uma viatura quando a coluna de água atinge cerca de 30 a 40 centímetros.
- Se encontrar uma estrada alagada, recue com segurança e procure outra rota; respeite sinalização de corte de via.
- Se a água bater acima da altura da roda, desligue o motor e avalie — em alguns casos é mais seguro permanecer na viatura e aguardar socorro; noutras, subir ao tejadilho e pedir ajuda é a melhor opção.
- Após uma inundação, não tente ligar o carro. Chame um reboque e leve o veículo a uma oficina: é necessário secar estofos, substituir óleos e filtros e inspecionar depósito de combustível. Para veículos elétricos, recomenda‑se uma verificação técnica das baterias.
As previsões meteorológicas e os avisos das autoridades são a melhor referência para decidir se deve sair de casa ou evitar uma rota. Em caso de dúvida, a recomendação é simples: priorize a segurança, não arrisque e contacte as autoridades locais.
O que deve fazer agora: prepare a mochila de emergência, proteja o entorno imediato da sua casa e acompanhe as atualizações oficiais por rádio ou canais institucionais. A tempestade tem data marcada no calendário — agir antes pode reduzir perdas e salvar vidas.












