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A Guarda Nacional Republicana reforçou o patrulhamento no Planalto Mirandês depois de uma sequência de ataques a animais e sinais que apontam para o possível uso de iscos envenenados. A mobilização visa reduzir perdas nas explorações agrícolas, proteger espécies protegidas e impedir riscos para a saúde pública.
Em operações iniciadas no início da semana, a GNR tem recorrido a binómios cinotécnicos e a unidades especializadas para localizar armadilhas e iscos tóxicos nas zonas de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso. As ações foram anunciadas pelas autoridades como resposta a múltiplos alertas sobre ataques a rebanhos e predadores protegidos.
Objetivos das patrulhas
Segundo a força de segurança, a prioridade é identificar e neutralizar métodos ilegais que prejudiquem o ambiente. Os militares procuram sobretudo evitar o envenenamento de espécies como o lobo e as aves rupícolas, bem como proteger cães de guarda e animais domésticos.
Além da vigilância no terreno, a GNR tem desenvolvido contactos junto das comunidades locais para sensibilizar sobre os riscos legais, ambientais e sanitários associados ao uso de substâncias tóxicas.
- Detecção e remoção de iscos e armadilhas.
- Inspeções com cães treinados (binómios cinotécnicos).
- Monitorização de áreas com histórico de ataques.
- Campanhas de sensibilização para agricultores e população local.
| Local | Incidente recente | Espécies afetadas |
|---|---|---|
| Vimioso (Carção) | Morte de 14 ovelhas, maioria cordeiros; um animal em estado grave | Ovinos |
| Planalto Mirandês (região) | Registo de **32 ataques** atribuídos a lobos desde 2024 (dados do ICNF) | Lobo e gado |
| Parque Natural do Douro Internacional (Bemposta, Vilar do Rei) | Alegados ataques de abutres a bovinos e ovinos em meados de 2025 | Aves rupícolas e gado |
Impactos e consequências
Para os produtores locais, as perdas diretas no efectivo traduzem-se em redução de rendimento e em custos acrescidos com proteção e repovoamento. Do ponto de vista ambiental, o uso de venenos pode provocar mortandades em cadeias tróficas, afetando espécies protegidas e alterando o equilíbrio dos ecossistemas.
Há ainda um risco para a saúde pública: iscos deixados no campo podem atingir animais domésticos e, indiretamente, pessoas. A legislação prevê sanções para quem utilize substâncias proibidas no meio natural, e as investigações em curso procuram identificar responsáveis.
O que esperam as autoridades
A GNR apelou à colaboração dos habitantes da zona — denunciar comportamentos suspeitos, não manipular potenciais iscos e apoiar as equipas de patrulha. As forças de segurança afirmam que manterão operações até reduzir o risco e encontrar eventuais autores.
As autoridades também sublinham a importância de conciliar medidas de proteção do rebanho com estratégias de conservação, para evitar confrontos desnecessários entre atividades agrícolas e espécies selvagens.
Investigações prosseguem e as autoridades recomendam que qualquer cidadão que encontre animais mortos ou iscos suspeitos contacte imediatamente a GNR ou o ICNF, fornecendo localização e imagens quando possível.












