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O festival anual dedicado ao arroz em Benavente prepara-se para uma grande reformulação: vai mudar de nome, abrir espaço a outras cozinhas e tradições da região da lezíria e adotar um modelo que vise maior autonomia financeira. A apresentação da nova identidade está prevista para a edição da BTL, em Lisboa, no fim de fevereiro.
Do arroz a um evento gastronómico mais amplo
Até agora conhecido como Festival do Arroz Carolino, o encontro deixará de estar focado exclusivamente no cereal que marcou a imagem local. A câmara municipal explica que a intenção é reunir diferentes expressões da gastronomia e do património rural, tornando o evento mais representativo do território.
Além do papel central do arroz, a programação passará a incluir produtos e pratos tradicionais — desde o tomate da lezíria ao torricado de bacalhau, sem esquecer as carnes regionais e as sobremesas típicas — para oferecer um retrato mais completo da cultura alimentar local.
Gestão com vista à sustentabilidade financeira
Na prática, a autarquia aposta numa redução de custos através de investimentos iniciais que se traduzam em poupanças recorrentes. Um dos exemplos é a compra de estruturas próprias, como tendas modulares, que poderão ser usadas em vários eventos ao longo do ano — do Samora Equestre às Tasquinhas de Benavente e de Samora Correia.
O objetivo declarado é que o festival avance gradualmente para um modelo de financiamento misto, apoiado por patrocínios, venda de bilhetes e receitas associadas, diminuindo a dependência direta do orçamento municipal.
- Logística: aquisição de tendas e equipamentos reutilizáveis para reduzir custos a médio prazo.
- Programação: ampliação do enfoque culinário para incluir outros produtos e receitas da lezíria.
- Economia local: maior integração de restaurantes e produtores locais na oferta do evento.
- Financiamento: procura ativa de patrocínios e fontes próprias de receita (bilhética, espaços de restauração).
Impacto para moradores e comerciantes
Segundo a presidente da Câmara, Sónia Ferreira (PSD), a mudança procura reforçar a identidade do concelho e criar oportunidades económicas. Para os comerciantes e restaurantes, a expectativa é de mais visibilidade e circulação de público durante e fora do período do festival.
Os organizadores salientam, no entanto, que a atração de patrocinadores exige planeamento com antecedência e maior profissionalização da gestão do evento — etapas que estão a ser desenhadas neste momento.
Próximos passos e apresentação na BTL
O novo nome e a proposta completa serão divulgados na Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL), que decorre de 25 de fevereiro a 1 de março, na FIL — Parque das Nações. A câmara promete uma edição “mais madura”, com artistas de relevo, novidades culturais e gastronómicas e uma participação reforçada dos restaurantes locais.
Em síntese, a transformação pretende preservar a ligação do festival às tradições do arroz, ao mesmo tempo que amplia o seu alcance para melhor refletir e valorizar a diversidade da lezíria — e tornar o evento mais sustentável no plano financeiro.












