Empréstimos para carros usados disparam em Portugal: portugueses lideram procura por crédito

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O crédito para aquisição de automóveis voltou a crescer no fim do ano passado, com destaque para a procura por carros em segunda mão, segundo as estatísticas mais recentes do Banco de Portugal. O movimento aponta para uma dinamização do financiamento ao consumo que tem impacto direto sobre compradores, concessões e o mercado de usados.

Em dezembro foram celebrados 18.888 novos contratos de crédito automóvel, um número superior ao verificado em dezembro de 2024, o que reforça uma tendência de aumento neste segmento do crédito pessoal.

Dados e tendência

Os números divulgados pelo banco central confirmam que a subida não se limita a episódios isolados: o segmento ligado a **veículos usados** tem assumido peso crescente nas operações de crédito. Isso sugere alterações na preferência dos consumidores e na dinâmica comercial entre concessionários e intermediários financeiros.

Indicador Valor reportado Contexto
Número de contratos (dezembro) 18.888 Superior ao mesmo mês de 2024
Segmento em destaque Veículos usados Maior crescimento relativo
Fonte Banco de Portugal Dados referentes a dezembro do ano passado

O aumento de operações para carros usados pode refletir várias forças: preços mais altos dos modelos novos, procura por alternativas mais económicas, ou condições de financiamento que tornam a compra de usados mais viável. Ainda assim, os dados publicados não isolam uma única causa — apenas mostram que o fluxo de crédito nesse subsegmento está em ascensão.

O que interessa ao consumidor

  • Verifique as condições do crédito: prazo, taxa de juro e comissões influenciam o custo total.
  • Compare ofertas: bancos, financeiras e plataformas especializadas podem apresentar propostas diferentes para o mesmo perfil.
  • Inspecione o veículo usado: histórico de manutenção e quilometragem afetam valor e risco de desvalorização.
  • Considere o seguro e despesas associadas: estes custos alteram a capacidade de pagamento mensal.

Para instituições financeiras e vendedores, a elevação dos contratos implica maior atenção ao risco de crédito e à gestão de portefólio. Para o mercado automóvel, a preferência por usados pode pressionar preços e aumentar a oferta de serviços de pós-venda.

A leitura dos próximos relatórios do Banco de Portugal será importante para entender se esta tendência se mantém ao longo do ano e como responderão os agentes económicos. Até lá, compradores devem pesar cuidadosamente custos imediatos e compromissos a médio prazo antes de assumir um financiamento.

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