Uma alteração inesperada na coordenação da Nova Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem Abrigo 2025‑2030 foi tornada pública hoje: o titular do cargo deixou a função e, em poucas horas, foi anunciada uma substituição. A mudança ocorre quando o plano passa a ser executado pelo Instituto da Segurança Social (ISS), num momento em que o último inquérito contabilizou mais de 14 mil pessoas sem habitação fixa ou em acolhimento temporário.
O despacho que determina a cessação do mandato de Henrique Joaquim foi publicado em Diário da República e assinado pela tutela. Logo depois, o ministério informou que a diretora do Departamento de Desenvolvimento Social do ISS, Cidália Craveiro, ficará à frente da coordenação do plano.
A passagem da execução do programa para o ISS coloca a instituição no centro da operacionalização das medidas previstas para os próximos cinco anos. Isso implica gerir protocolos com câmaras municipais, instituições da sociedade civil e serviços regionais que se ocupam de abrigo, alojamento temporário e reinserção.
| Elemento | Descrição |
|---|---|
| Período da estratégia | 2025–2030 |
| Entidade executora | Instituto da Segurança Social (ISS) |
| Coordenador anterior | Henrique Joaquim (cessado por despacho ministerial) |
| Novo coordenador | Cidália Craveiro, directora do Departamento de Desenvolvimento Social do ISS |
| Último inquérito | Registou mais de 14 000 pessoas em situação de sem-abrigo ou em acolhimento temporário |
Para quem acompanha políticas sociais, a relevância imediata é clara: mudanças na liderança e na entidade responsável podem atrasar o lançamento de medidas ou alterar prioridades já definidas. A coordenação técnica e as linhas de financiamento terão de ser reorganizadas para evitar lacunas na resposta a quem depende destes serviços.
- Continuidade operacional: será necessário clarificar a transição entre equipas e contratos em curso.
- Impacto local: câmaras e ONG aguardam orientações concretas sobre execução e prazos.
- Transparência e monitorização: alterações na gestão levantam a necessidade de cronogramas públicos e indicadores de avaliação.
A notícia foi divulgada inicialmente com a publicação do despacho em Diário da República e posterior confirmação por parte da tutela a um órgão de comunicação social. Nos próximos dias, será crucial acompanhar comunicados oficiais do ISS e do ministério para perceber o calendário de implementação e eventuais ajustes orçamentais.
Em termos práticos, as pessoas interessadas em acompanhamento da transição devem observar três pontos: clarificação das responsabilidades operacionais, manutenção dos serviços de acolhimento já ativos e divulgação de um plano de contactos para entidades locais. A eficácia da estratégia dependerá tanto da coordenação central como da capacidade de articulação no terreno.












