Flyin’ Kings, banda de Alcanhões (concelho de Santarém), acaba de lançar o quarto e último EP de uma série iniciada em 2020, criada em torno dos quatro elementos da natureza. O novo trabalho marca a conclusão de uma trajetória sonora em que o grupo consolida uma sonoridade que mistura reggae, ska e rock.
Com uma produção mais contida e coerente do que nos primeiros registos, o EP mantém a pulsação rítmica que sempre caracterizou a banda, ao mesmo tempo que mostra um claro processo de amadurecimento composicional. A mixagem e a masterização ficaram a cargo de Daniel Eira, que também assina vozes, guitarras, teclas e baixo no alinhamento.
O single que mais sobressai é “Let’s Hit The Road”, que recupera a colaboração com Mark Cain (Primitive Reason), consolidando uma parceria iniciada no tema “LIFE”, do primeiro EP Startin’ A Fire. Além dessa faixa, o novo registo inclui “Believin’”, “Runnin’” e “Chillin’ In The Backyard”.
- Formato: EP (quarto e último capítulo da colecção dos quatro elementos)
- Géneros: reggae, ska, rock — com enfoque rítmico
- Faixas principais: Let’s Hit The Road; Believin’; Runnin’; Chillin’ In The Backyard
- Produção: mixagem e master por Daniel Eira
- Formação: Daniel Eira (voz/guitarra/teclas/baixo), Ivo Salgado (bateria) e Mark Cain (saxofone/colaboração)
- Disponibilidade: vídeo oficial, streaming no Spotify e downloads em MP3 e WAV
O lançamento encerra um percurso que começou com Startin’ A Fire (2020), passou por Surfin’ The World (2021) e continuou com Risin’ Tree (2025). Para os seguidores da cena musical do distrito de Santarém, trata-se de um momento que reforça a visibilidade local e consolida a ambição artística do coletivo.
A audição do EP oferece uma leitura direta desse crescimento: arranjos mais limpos, economia nos espaços sonoros e uma execução que privilegia a ligação entre groove e melodia. Para quem acompanha a evolução do grupo, é igualmente notável a forma como as colaborações externas passaram a integrar-se de forma natural no ADN do projeto.
O novo EP já está disponível nas plataformas mencionadas; para fãs de ritmos quentes e composições de matiz orgânica, é um encerramento de ciclo que vale a pena ouvir na íntegra.












