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A Polestar lançou um plano ambicioso para os próximos anos: quatro novos modelos elétricos premium chegarão ao mercado até 2028, numa estratégia que visa acelerar crescimento e consolidar a posição da marca nos segmentos mais valiosos da Europa. A iniciativa tem impacto direto sobre oferta, rede de vendas e competição num mercado elétrico que segue em rápida transformação.
O cronograma começa a ganhar forma já em 2026 e promete mexer com prioridades de compra, preço e disponibilidade dos veículos elétricos de alta gama.
O que vem primeiro
O primeiro destaque é o Polestar 5, cuja produção e entregas devem arrancar no verão de 2026. Projetado como o novo modelo de referência da marca, o carro aposta numa estrutura leve em alumínio e numa configuração orientada para uma condução mais esportiva e refinada.
Testes e primeiras impressões em mercados europeus renderam avaliações positivas, que a marca usa para reforçar a imagem tecnológica e aspiracional do modelo.
No final de 2026 está prevista uma nova versão do Polestar 4, hoje o modelo mais vendido da empresa. A atualização busca ampliar a atratividade do modelo sem perder sua identidade dinâmica, combinando características de carrinha e SUV para atender preferências variadas do consumidor europeu.
Renovação do carro mais vendido
O lançamento da variante do Polestar 4 pretende oferecer mais versatilidade — mais espaço e funcionalidade — mantendo a performance como diferencial. Essa aposta é central para sustentar volumes de venda enquanto a gama se expande.
- Verão 2026 — início das entregas do Polestar 5 (GT de quatro portas).
- 4.º trimestre de 2026 — nova versão do Polestar 4.
- Início de 2027 — próxima geração do Polestar 2, totalmente redesenhada.
- 2028 — estreia do Polestar 7, SUV premium compacto, entrada estratégica no maior segmento BEV da Europa.
O próximo Polestar 2, que levou a marca ao reconhecimento global e já superou cerca de 190 mil unidades vendidas até o momento, receberá uma reformulação profunda no início de 2027. A renovação busca manter a fidelidade dos clientes e sustentar volumes enquanto a empresa expande a linha.
Entrada no segmento mais volumoso
O desfecho da ofensiva é o lançamento do Polestar 7, um SUV compacto premium marcado para 2028. Em 2025, esse segmento representou aproximadamente um terço das vendas totais de BEVs na Europa, o que explica a prioridade estratégica: alta procura e potencial de escala.
A Polestar aposta em um produto com foco em desempenho, preço competitivo e produção local na Europa para ganhar relevância entre consumidores que priorizam oferta técnica e valor.
Expansão da rede e metas de vendas
Além dos novos modelos, a empresa pretende reforçar a presença comercial. Para 2026, as metas incluem crescimento de vendas em dois dígitos e expansão da rede de retalho em cerca de 30% — com ênfase no canal direto ao consumidor e em melhor cobertura geográfica.
Essa combinação de produto e distribuição é apresentada pela liderança como essencial para melhorar a rentabilidade e o mix de vendas, com o Polestar 4 ganhando peso nas prioridades comerciais.
Segundo o CEO Michael Lohscheller, a estratégia alia desenvolvimento de modelos em segmentos de alto valor, suporte dos acionistas e acesso a tecnologias avançadas — elementos que, na visão da empresa, permitem acelerar o crescimento “a uma velocidade sem precedentes”.
O que muda para consumidores e concorrentes
Para compradores, as novidades significam mais opções em faixas de preço e segmentos decisivos — sobretudo se a marca cumprir a promessa de produção europeia e preços competitivos. Para rivais, a entrada no segmento compacto premium aumentará a pressão por inovação e pela oferta localizada.
Do ponto de vista do mercado, a ofensiva chega em um momento em que modelos compactos e SUVs elétricos definem tendências de volume e margem na Europa. Se a Polestar conseguir combinar design escandinavo, performance e distribuição ampliada, pode acelerar sua participação em categorias estratégicas.
Riscos e desafios permanecem: execução industrial, gestão de custos e resposta dos consumidores serão determinantes para transformar o ambicioso calendário em ganhos concretos de mercado.












