PS: Carneiro promete abertura e diz que críticos terão voz

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Militantes do Partido Socialista criticaram esta terça-feira o calendário apertado para preparar o próximo Congresso Nacional, que, segundo eles, limita o debate interno. Em Viana do Castelo, o secretário-geral José Luís Carneiro respondeu às críticas e reforçou que continuará a abrir espaços de participação enquanto define formalmente a sua candidatura.

Falando antes de uma sessão com cerca de 150 militantes e simpatizantes, Carneiro procurou minimizar o atrito interno, lembrando laços antigos com parte dos críticos e rejeitando transformar a questão em conflito público.

Resposta à contestação interna

O grupo de militantes pediu mais tempo para organizar propostas e afirmou que o partido atravessa um período de **estagnação** e falta de discussão. Em reação, o líder socialista afirmou que há «espaço de participação» para quem queira contribuir com alternativas ao atual governo, e prometeu ouvir diferentes setores nos próximos dias.

Carneiro evitou prolongar o desacordo pessoalmente: referiu conhecer bem muitos dos críticos e preferiu centrar a intervenção nas ideias, não nas pessoas.

Na prática, a definição sobre a existência de outros candidatos deverá ficar esclarecida apenas na quinta-feira, quando se saberá se será o único concorrente à liderança do PS.

Pontos que ficaram claros no encontro

  • Calendário do Congresso: militantes pedem adiamento para permitir mais debate interno.
  • Participação política: José Luís Carneiro garante espaços de diálogo, tanto na base partidária como com independentes.
  • Processo de escolha: a confirmação sobre eventuais candidaturas acontece esta semana.
  • Prioridades locais: destaque para investimentos em infraestruturas e para o porto de Viana do Castelo.

Agenda local e prioridades económicas

Além do tema orgânico, a visita teve um foco prático: Carneiro sublinhou a necessidade de reforçar ligações rodoviárias e ferroviárias e voltou a apontar para a prioridade de um eixo de alta velocidade que una Lisboa, Porto, Braga e Vigo.

Também salientou o papel estratégico do porto da cidade no crescimento das exportações e importações nacionais, defendendo uma aposta mais consistente em investimentos que aumentem a capacidade portuária e a economia do mar.

«O país precisa de infraestrutura portuária robusta para responder ao crescimento económico», afirmou, pedindo que Viana do Castelo receba maior atenção nas próximas decisões de investimento.

O que não chegou a comentar

Carneiro recusou alongar-se sobre o novo adiamento — para 6 de março — das eleições para o Conselho de Estado, Provedor de Justiça e Tribunal Constitucional, dizendo tratar-se de um tema que não ia abordar no local.

Sobre a nomeação do novo ministro da Administração Interna, limitou-se a lembrar que se trata de uma escolha do primeiro‑ministro, referindo que a decisão coube a este e não ao secretário-geral do partido.

Nos próximos dias, a liderança do PS deverá concentrar‑se em conciliar o calendário do congresso com as solicitações por mais tempo para preparar moções e listas, enquanto tenta evitar que a contestação interna se transforme em rutura pública.

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