Alhandra revive tradição cômica: enterro simbólico do entrudo atrai multidão

Mostrar resumo Ocultar resumo

A chuva quase obrigou a alterar os planos, mas a tradição venceu: a comissão do carnaval da Sociedade Euterpe Alhandrense levou à rua o desfile principal de Vila Franca de Xira, reunindo centenas de foliões e carros alegóricos confeccionados pela própria comunidade. O evento manteve-se como um dos momentos culturais mais visíveis do concelho, com impacto imediato na vida local e na economia das pequenas oficinas que produzem adereços.

Desfile e criatividade da comunidade

O cortejo manteve a energia mesmo frente ao tempo instável, com grupos de mascarados, músicos e carros feitos em oficinas caseiras. Houve espaço tanto para tradições recuperadas como para novas propostas estéticas, todas assinadas por moradores e coletivos locais.

Para muitos participantes, a importância ia além do espetáculo: trata-se de manter uma prática cultural que mobiliza voluntariado, gera trabalho temporário e atrai visitantes à vila. A coordenação da comissão destacou a colaboração entre escolas, ranchos e artesãos do concelho.

Enterro do Entrudo: ritual e fogo de artifício

Na típica Quarta‑feira de Cinzas, o cortejo do Entrudo seguiu até às margens do rio Tejo, onde foi lido um “testamento” simbólico, satirizando figuras e assuntos locais, antes de o boneco ser consumido pelas chamas. A queima contou com efeitos pirotécnicos e reuniu moradores para o encerramento do ciclo festivo.

O ritual, carregado de humor e alguma crítica social, permitiu uma espécie de catarse coletiva — um momento de despedida do carnaval que combina rito, riso e crítica leve.

  • “Sai o Entrudo, entra a esperança — até ao ano há dança.”
  • “Quem não vem mascarado perde logo o fado.”
  • “Mais calor na rua do que no tempo do inverno.”
  • “O testamento diz: paguem as contas, mas cedam os confetis.”
  • “Aqui se faz folia, se conserta a alma e se ri de si próprio.”

Além do entretenimento, a tarde serviu para reafirmar laços locais e mostrar a capacidade de organização perante imprevistos meteorológicos. Autoridades locais e membros da comissão consideraram a edição um sucesso em termos de participação e segurança.

O desfile e o enterro do Entrudo reforçaram que, mesmo num contexto de condições adversas, a festa popular continua a ser um marcador importante da identidade de Vila Franca de Xira — e um motor de economia criativa para quem se dedica à sua realização.

Dê o seu feedback

Seja o primeiro a avaliar este post
ou deixe uma avaliação detalhada



Distrito Online é um meio independente. Apoie-nos adicionando-nos aos seus favoritos do Google News:

Publicar um comentário

Publicar um comentário