BYD Atto 2 estreia 1.000 km em modo híbrido plug-in: versão elétrica ganha alcance superior

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A BYD acaba de reforçar a sua oferta em Portugal com a segunda geração do ATTO 2, que estreia uma inédita variante híbrida plug-in e traz melhorias substanciais na versão 100% elétrica. A novidade chega num momento em que a preocupação com autonomia e infraestrutura de carregamento continua a orientar escolhas dos condutores.

Híbrido plug-in pensado para reduzir a ansiedade de autonomia

A principal novidade é a versão DM-i, que combina um motor elétrico com um motor a gasolina de 1,5 litros. O sistema privilegia a tração elétrica em uso diário, recorrendo ao bloco térmico como gerador ou apoio em viagens mais longas, segundo a marca.

Em modo exclusivamente elétrico, a autonomia chega até cerca de 90 km (ciclo WLTP). Com o tanque e a bateria somados, a autonomia total pode aproximar-se dos 1 000 km, enquanto o consumo médio declarado é de 1,8 l/100 km.

O conjunto motriz desenvolve 212 cv em conjunto, permite aceleração de 0 a 100 km/h em 7,5 s e limita eletronicamente a velocidade aos 180 km/h. Em Portugal, a DM-i tem preço de lançamento a partir de 33 990 €, acrescendo custos administrativos.

Versão elétrica com mais bateria e autonomia ampliada

Paralelamente, a gama elétrica do ATTO 2 passa a oferecer a versão Comfort equipada com a bateria do tipo Blade Battery de 64,8 kWh — um salto de quase 20 kWh face às versões anteriores. Essa capacidade permite até 430 km em ciclo combinado WLTP e mais de 600 km em utilização urbana.

O motor elétrico produz 150 kW (aprox. 204 cv) e 310 Nm de binário. A carga em corrente contínua admite picos de até 155 kW, recuperando cerca de 10–80% em aproximadamente 25 minutos; em corrente alternada, o carregador trifásico de 11 kW completa a bateria em pouco mais de sete horas. O preço anunciado em Portugal é 37 990 €, sujeitos a despesas.

Versão Potência Bateria / Autonomia elétrica (WLTP) Autonomia total 0–100 km/h Carregamento DC Preço (PT)
DM-i (PHEV) 212 cv (combinados) ~90 km (elétrico) até ~1 000 km 7,5 s 33 990 €
Comfort (BEV) 150 kW / ~204 cv 64,8 kWh — 430 km (WLTP) até 155 kW (10–80% ≈25 min) 37 990 €

Dimensões, espaço e imagem

O ATTO 2 mantém as proporções de um SUV compacto: cerca de 4,3 m de comprimento, 1,83 m de largura e 1,67 m de altura, com distância entre eixos de 2,6 m, o que favorece o espaço a bordo. A capacidade da bagageira varia entre 425 e 450 litros, podendo exceder 1 300 litros com os bancos rebatidos.

O desenho conserva a identidade SUV, com assinatura luminosa em LED, tejadilho de aparência “flutuante” e uma barra traseira iluminada. A versão DM-i traz detalhes específicos na dianteira, como uma grelha distinta.

Tecnologia e equipamentos práticos

O habitáculo combina um painel digital de 8,8 polegadas com um ecrã central rotativo de 12,8 polegadas. O sistema multimédia aceita atualizações OTA e responde à ativação por voz com a expressão “Hi, BYD”, agora complementada por funcionalidades de inteligência artificial generativa.

Entre os itens de série estão visão 360°, bancos aquecidos, teto panorâmico, auxiliares de condução e a função V2L (Vehicle-to-Load), que permite alimentar aparelhos externos até 3,3 kW — um recurso útil para trabalhos ou lazer fora de casa.

  • Para quem faz trajetos urbanos curtos: a DM-i oferece uso diário quase 100% elétrico sem depender exclusivamente de pontos de carga.
  • Para condutores com viagens longas: o híbrido plug-in reduz a necessidade de paragens para carga e mitiga a ansiedade de autonomia.
  • Para quem procura elétrico puro: a versão Comfort passa a ter autonomia competitiva e tempos de recarga rápidos em DC.

Com esta atualização, o ATTO 2 deixa de ser apenas um modelo elétrico pensado para a cidade e posiciona-se como uma plataforma versátil de eletrificação. A estratégia da BYD visa abranger diferentes perfis de comprador — desde quem quer transitar gradualmente para a elétrica até quem pretende abraçar o zero emissões com alcance real para o dia a dia.

Para o mercado português, a oferta traz alternativas concretas num segmento em crescimento: mais opções tecnológicas, maior autonomia nas variantes BEV e uma proposta híbrida plug-in que reduz dependência imediata da rede de carregamento pública.

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