Óculos inteligentes Samsung confirmados para 2026: o que muda

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A Samsung confirmou que entrará no mercado de óculos inteligentes com um lançamento previsto para 2026, informação avançada pelo seu executivo no Mobile World Congress de Barcelona. A notícia importa porque chega num momento em que vendas recentes de rivais mostram que o segmento começa a ganhar tração — e pode acelerar mudanças na forma como usamos o telemóvel no dia a dia.

No MWC, o vice‑presidente executivo da Samsung, Jay Kim, disse em entrevista à CNBC que o dispositivo chegará aos consumidores em 2026, fruto de um projeto conjunto com a Google e a Qualcomm. Kim descreveu um dos pormenores técnicos: os óculos terão uma câmera posicionada na linha do olhar, capaz de captar imagens do ponto de vista do utilizador.

Segundo o executivo, porém, o primeiro modelo dependerá amplamente do smartphone para processar dados — o que limita, por enquanto, a independência do acessório em relação ao telemóvel. Fontes da indústria também apontam para um possível modelo de segunda geração, já com ecrã integrado, previsto para 2027, que poderá reduzir essa dependência.

  • Lançamento confirmado: 2026, sem data de venda definida.
  • Parceria: Samsung, Google e Qualcomm desenvolvendo o produto.
  • Característica chave: câmera alinhada com o campo visual do utilizador.
  • Limitação atual: processamento majoritariamente feito pelo telemóvel.
  • Rumo a 2027: versão futura com ecrã integrado em discussão.

O mercado já reage — e rápido

Do outro lado da concorrência, a EssilorLuxottica — dona da marca Ray‑Ban — reportou vendas significativas dos seus óculos com inteligência artificial desenvolvidos em parceria com a Meta. Em 2025, a empresa registou mais de 7 milhões de unidades vendidas, contra cerca de 2 milhões entre 2023 e 2024, um crescimento que o grupo descreveu como um sucesso na sua entrada no mercado de wearables.

A expansão inclui também a Oakley, que em 2025 apresentou modelos em conjunto com a Meta. A colaboração entre as duas empresas foi prolongada em 2024, o que reforça a aposta na categoria por parte de fabricantes tradicionais de óculos.

O que muda para o consumidor

A chegada da Samsung promete mais opções para quem procura óculos conectados, seja por design, ecossistema Android ou integração com serviços do Google. Ainda assim, a dependência do telemóvel no primeiro modelo sugere que a transformação para dispositivos verdadeiramente autónomos será gradual.

Regulamentação, preço e disponibilidade serão fatores determinantes para a adoção em massa. Além disso, a presença de uma câmera “no nível dos olhos” reabre debates sobre privacidade e uso responsável — temas que acompanharão qualquer lançamento comercial.

Nos próximos meses vale acompanhar anúncios oficiais sobre especificações finais, data de pré‑venda e preço, bem como demonstrações práticas que mostrem até que ponto o produto se diferencia das alternativas já no mercado.

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