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O Banco de Portugal recuperou mais de 7 milhões de euros em notas danificadas desde 2020, devolvendo à economia cerca de 4 mil euros por dia. O volume — quase 170 mil cédulas restauradas — destaca um serviço pouco conhecido que pode valer dinheiro para muitos portugueses.
Os números revelam que o fluxo de notas reintroduzidas tem vindo a aumentar nos últimos cinco anos, segundo dados oficiais do supervisor. Os principais motivos de deterioração são exposição à água, incêndios e humidade, mas mesmo notas queimadas, molhadas ou rasgadas podem manter valor se for possível reconstituir pelo menos metade delas ou provar a destruição das partes em falta.
O essencial em números
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Montante recuperado desde 2020 | Mais de 7 milhões de euros |
| Notas reconstituídas | Aproximadamente 170 000 |
| Média diária devolvida | Mais de 4 000 euros |
| Principais causas de dano | Água, fogo e humidade |
Como funciona a restituição
O processo é administrado pelo Banco de Portugal e baseia-se em regras claras sobre quando uma nota pode ser trocada pela sua totalidade ou parcialmente. Em termos práticos:
- Se for possível recompor mais de 50% da nota, normalmente o valor é restituído por inteiro.
- Se faltar mais de metade, pode haver reembolso parcial desde que exista prova convincente da destruição das partes em falta.
- Notas carbonizadas, desfeitas ou cortadas são avaliadas caso a caso por peritos.
O que deve fazer se encontrar notas danificadas
Antes de descartar qualquer cédula, verifique e siga estes passos práticos:
- Mantenha todas as partes juntoas e evite manipulá-las desnecessariamente.
- Não tente colar ou lavar a nota; conserve os fragmentos como estão.
- Contacte o Banco de Portugal ou o seu banco para obter instruções sobre entrega e documentação necessária.
O número crescente de notas recuperadas mostra que muitos portugueses já recorreram a este mecanismo — e que há valor a recuperar. Para quem tiver dúvidas sobre critérios, prazos ou procedimentos, a via mais segura é consultar diretamente a informação disponível no site do Banco de Portugal ou contactar o serviço de apoio ao público.
Do ponto de vista público, a reintrodução dessas cédulas reduz perdas individuais e evita que parte do dinheiro efectivo se perca definitivamente, mantendo liquidez na circulação e protegendo o poder de compra dos cidadãos.












