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Um incêndio que começou na madrugada de domingo num empreendimento turístico entre a Comporta e Tróia foi dado como dominado ao início da tarde, sem registo de feridos. O episódio interrompe a preparação para a abertura prevista e acende um alerta sobre os impactos no território e sobre as causas do fogo, agora alvo de inquérito.
Incêndio controlado, trabalho de rescaldo em curso
As equipas de emergência anunciaram que o foco foi dominado às 14h35 e mantêm meios no local para a fase de conclusão e o rescaldo. Não houve vítimas, segundo as autoridades responsáveis pela gestão da operação.
O empreendimento afetado é o projeto Na Praia, situado no concelho de Grândola, com abertura inicialmente marcada para 1 de junho. A empresa promotora informou, em comunicado citado pela agência Lusa, que apenas uma porção central do hotel foi atingida.
Meios mobilizados
A intervenção envolveu uma mobilização ampla: cerca de 90 bombeiros e aproximadamente 35 viaturas de várias corporações. Equipas chegaram de diferentes regiões, incluindo a Península de Setúbal, o Alentejo Central, o Baixo Alentejo e o comando local do Alentejo Litoral.
- Local: estrada entre Comporta e Tróia, concelho de Grândola.
- Alerta: madrugada de domingo, com combate prolongado até à tarde.
- Meios: cerca de 90 bombeiros e 35 viaturas.
- Vítimas: nenhuma reportada.
- Estrutura afetada: parte central do hotel, extensão estimada em 50 metros, segundo o promotor.
- Abertura: prevista para 1 de junho — agora adiada.
- Investigação: a Polícia Judiciária foi chamada para perícias no local.
Perícias e investigação
A origem do fogo permanece por apurar. A Polícia Judiciária enviou elementos do Departamento de Investigação Criminal de Setúbal para proceder a perícias e avaliar o cenário, disse uma fonte da PJ contactada pela Lusa.
As equipas vão tentar determinar causa e ponto de ignição antes que se possa quantificar com precisão os danos materiais e a necessidade de obras adicionais para retomar o calendário de abertura.
Histórico do projeto e preocupações ambientais
O empreendimento pertence a Sandra Ortega, herdeira do fundador da Zara e do grupo Inditex, e foi alvo de contestações de organizações ambientalistas que, em 2023, conseguiram uma providência cautelar que suspendeu as obras.
Na altura, uma plataforma formada por várias associações — entre elas Quercus, Zero, LPN e GEOTA — alegou que o projeto teria impactos significativos sobre ecossistemas locais, recursos hídricos, solos e paisagem, num território já pressionado por atividade turística.
Posteriormente, o tribunal indeferiu a providência depois de a Câmara Municipal de Grândola ter declarado o interesse público do empreendimento, permitindo a retomada dos trabalhos antes do incêndio.
Para já, as prioridades são concluir o rescaldo, garantir a segurança estrutural das áreas afetadas e esperar o resultado das perícias policiais. As autoridades locais e o promotor deverão atualizar o calendário e os relatórios de avaliação nos próximos dias.












