Militantes do Movimento Democrático de Mulheres (MDM) convocam concentrações este domingo em 17 cidades portuguesas para assinalar o Dia Internacional da Mulher, num dia em que as reivindicações tocam em direitos laborais, serviços públicos e respostas urgentes aos estragos causados pelos temporais. A mobilização procura traduzir em pressão pública exigências que, segundo as organizadoras, permanecem por cumprir.
O MDM coloca no centro da ação a denúncia dos baixos salários e da degradação dos serviços públicos, além da exigência de medidas eficazes contra a violência de género. As participantes prometem transformar a rua em palco de reivindicações claras, com pedidos de melhores condições de trabalho — incluindo horários compatíveis com a vida familiar — e a defesa do Serviço Nacional de Saúde.
O lema escolhido, “Vida com dignidade. Direitos com igualdade”, resume a intenção de unir mulheres de diferentes idades e profissões numa ação coletiva que, dizem as organizadoras, pretende também pressionar por respostas rápidas nos concelhos mais afetados pelo mau tempo.
- Principais reivindicações: aumentos salariais, combate à precariedade, reforço do SNS, horários conciliáveis, medidas contra a violência doméstica e apoio à reconstrução local.
- Locais com ações previstas: Lisboa, Porto, Faro, Santiago do Cacém, Portalegre, Torres Novas, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, entre outros.
- Horário de referência: em Lisboa, a concentração do MDM está marcada para as 15h00 na Praça dos Restauradores.
Em paralelo, a Plataforma Feminista tem agendada para a mesma hora uma marcha pela “Libertação de todas as Mulheres”, com descida pela Avenida da Liberdade, em Lisboa. Movimentos similares organizados pela plataforma vão ocorrer noutras cidades durante a tarde.
A Plataforma Feminista divulgou um manifesto em que reúne pedidos por avanços nos direitos sexuais e reprodutivos, igualdade salarial e medidas contundentes contra a violência de género. No texto público, o colectivo adota a fórmula “Enfrentamos o fascismo, exigimos avançar” para sublinhar a dimensão política das suas exigências.
Para além do simbolismo do Dia Internacional da Mulher, as ações têm implicações práticas: mobilizações deste tipo podem influenciar agendas locais de reconstrução, acelerar resposta de serviços públicos e manter pressão sobre negociações salariais em setores com elevada precariedade laboral.
Quem pretende acompanhar as iniciativas deve verificar, junto das organizações locais, eventuais atualizações de horários e itinerários. As concentrações prometem marcar a tarde com intervenções, faixas e uma lista de reivindicações que as participantes querem ver transformadas em políticas concretas nos próximos meses.












