Mostrar resumo Ocultar resumo
O aumento do custo dos combustíveis já transparece nos preços dos bens básicos e começa a apertar as contas das famílias portuguesas. Segundo a associação de defesa do consumidor Deco, o cabaz de 63 produtos alcançou esta semana o valor recorde de €254,12, o mais alto desde o início do acompanhamento em 2022.
A diferença face ao mesmo período de 2025 é clara: comprar o conjunto de itens custa agora mais €12,30, um acréscimo de cerca de 5,1%. Em termos acumulados desde o início de 2022, a fatura subiu €66,42 —ou seja, quase 35,4% mais.
Impacto imediato nas famílias
O movimento de subida não é uniforme, mas atinge categorias essenciais que compõem as compras semanais. Para os consumidores, isso significa menos margem para gastos discricionários e maior pressão sobre orçamentos já reduzidos.
A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) avisa que o aumento dos custos energéticos pode transferir-se para o preço final dos alimentos, alimentando uma nova onda de inflação nos supermercados.
Variações mais significativas
Alguns itens registaram aumentos pronunciados na última semana e também em variações homólogas. Entre as alterações mais relevantes estão:
- Atum em óleo vegetal: subida próxima de 33% na última semana.
- Salsichas tipo Frankfurt: aumento de cerca de 20%.
- Massa espiral: acréscimo na ordem dos 12%.
- Curgete: valorização anual de aproximadamente 45%.
- Robalo: o preço subiu perto de 41% face ao ano anterior.
- Café torrado moído: encarecimento homólogo na casa dos 33%.
Dados-chave
| Métrica | Valor | Variação |
|---|---|---|
| Cabaz (63 produtos) | €254,12 | +5,09% vs. ano anterior |
| Acréscimo anual (em euros) | €12,30 | — |
| Encargo desde 2022 | €66,42 | +35,39% acumulado |
| Variação semana a semana | +€2,36 | — |
A leitura destes números deixa claro por que motivo este tema é atual: choques nos preços da energia e na cadeia de abastecimento repercutem-se rapidamente no custo de itens diários. Para quem faz compras com um orçamento apertado, mesmo pequenos aumentos em produtos básicos podem resultar em escolhas difíceis.
As autoridades e as empresas do setor acompanham a evolução, mas, por agora, a principal consequência para o consumidor é a necessidade de reajustar hábitos de compra ou procurar alternativas mais económicas para atenuar o impacto no orçamento mensal.












