Economia em risco: PS exige medidas urgentes para mitigar impactos da guerra

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O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, pediu esta sexta-feira que o Governo antecipe e mitigue os efeitos da guerra no Médio Oriente sobre preços dos combustíveis, bens alimentares e encargos com habitação. À entrada de um encontro nos Açores, classificou a recente redução do imposto sobre os combustíveis como insuficiente e anunciou reuniões com empresas de transporte e distribuição para preparar respostas concretas.

Plano de resposta: prioridade a impactos directos

Carneiro afirmou que é urgente desenhar um plano de mitigação capaz de atuar em vários campos, não apenas no setor energético. Para o líder socialista, medidas coordenadas podem atenuar aumentos na fatura dos supermercados e nas prestações das hipotecas.

Na sua intervenção, sublinhou que os efeitos da crise internacional tendem a ser «profundos e duradouros» e que o Governo não deve reagir apenas depois dos sinais económicos se agravarem.

Crítica à redução do ISP

O secretário-geral rejeitou a intervenção anunciada pelo Executivo como sendo de alcance limitado. Segundo ele, a diminuição de 13 cêntimos no Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP) equivale, na prática, ao aumento aplicado no final de dezembro, pelo que a medida não traria alívio real às famílias.

Carneiro exigiu clareza: o Governo tem de decidir se opta por medidas que produzam efeitos concretos e duradouros no preço final dos combustíveis.

Encontro com empresas e setores afetados

Foi marcada para segunda-feira uma reunião com responsáveis por transportes e distribuição alimentar. O objetivo, explicou, é ouvir o setor e preparar respostas que contenham o impacto nos custos e na cadeia logística.

“Não podemos correr atrás do prejuízo”, disse, apontando para a necessidade de antecipação e planeamento. A agenda inclui avaliação de medidas fiscais, apoio à cadeia de abastecimento e monitorização de preços.

Base das Lajes e relação com os Estados Unidos

Sobre a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos, Carneiro reiterou confiança na palavra do primeiro‑ministro dada na Assembleia da República, segundo a qual não houve movimentações fora do acordo bilateral.

Ao mesmo tempo, salientou que a base deve ser usada em conformidade com o direito internacional e a Carta das Nações Unidas. Num tom crítico, acrescentou que, se a palavra do primeiro‑ministro fosse desmentida em matéria tão sensível, isso colocaria em causa a credibilidade do Governo.

Açores: economia numa fase vulnerável

Na deslocação à Lagoa, na ilha de São Miguel, Carneiro descreveu os Açores como numa “fase crítica” do ponto de vista económico e social. Destacou dificuldades em diversos setores — do turismo à construção — e problemas persistentes na fixação dos jovens e na mobilidade entre ilhas.

O líder do PS disse que o partido acompanha investimentos previstos para infraestruturas de Justiça e militares na região e apelou ao Governo Regional para que implemente medidas destinadas a amortecer os efeitos da crise internacional.

O que muda para os cidadãos

  • Combustíveis: redução anunciada do ISP pode não traduzir-se em queda real dos preços na bomba.
  • Alimentação: pressões na cadeia de distribuição podem refletir‑se em aumentos no supermercado.
  • Habitação: subida das taxas e custos de financiamento pode elevar as prestações das hipotecas.
  • Emprego e turismo: setores locais mais dependentes de fluxo internacional enfrentam maior incerteza.
  • Mobilidade nos Açores: problemas logísticos podem agravar isolamento e custos para residentes e empresas.

Carneiro insistiu que o Governo central e o executivo regional dos Açores devem alinhar ações para proteger famílias e empresas, evitando medidas pontuais sem impacto estrutural.

Contexto: no dia 28 de fevereiro houve um ataque envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irão, um evento que alterou significativamente o quadro geopolítico e económico mundial. Algumas notícias relacionadas circularam com informações ainda por confirmar, o que reforça a necessidade de respostas oficiais e medidas de proteção perante possíveis perturbações nos mercados.

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